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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O CAMINHO FAZ-SE CAMINHANDO...

LIGAÇÃO DIRECTA  SU 1º DE DEZEMBRO...

FINAL TAÇA DE FUTEBOL FEMININO NO JAMOR!

A Final da Taça de Portugal de Futebol Feminino está agendada para o próximo dia 10 de Abril, pelas 16h00. Pela primeira vez na história da competição, o Estádio Nacional será o palco do encontro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

FPF NO SEU MELHOR! PALAVRAS PARA QUÊ?


FPF ACUSADA DE DISCRIMINAÇÃO SEXUAL NO JORNAL EXPRESSO:


NADA A QUE INFELIZMENTE NÃO ESTEJAMOS HABITUADOS...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

VALE A PENA LUTAR POR AQUILO EM QUE ACREDITAMOS! A AG É HOJE!


O PROMETIDO É DEVIDO!
CLIQUE AQUI PARA ACEDER AO DOCUMENTO NA TOTALIDADE!
ATENÇÃO AOS CLUBES COM FUTSAL FEMININO! FAÇAM-SE REPRESENTAR!






No início de Outubro, no Cantinho do Futsal, tive oportunidade de questionar João Morgado, vogal da AF Lisboa para o Futsal, sobre o porquê de não haver Supertaça de Futsal Feminino na Associação de Futebol de Lisboa.

A Supertaça na AFL é uma competição recente e, foi apenas disputada duas vezes, no escalão sénior Masculino (a primeira até foi ganha pelo CRCQL :) ).

Desta "conversa" ficou o compromisso de se propor a competição também para o Feminino. Leiam AQUI!

Era importante que todos nós estivessemos atentos aos próximos desenvolvimentos e questionássemos aos responsáveis dos Clubes, que são os que votam nas Assembleias Gerais (AG), se estão atentos e se irão votar a favor.

São pequenos passos que se dão mas, que a pouco e pouco, podem mudar determinadas mentalidades.

BOM FIM-DE-SEMANA!

sábado, 31 de outubro de 2009

SEMINÁRIO - TREINADORAS DESAFIOS À MUDANÇA

PIMA, FERNANDA E NIKI MARCARAM PRESENÇA

Hoje realizou-se no CCB um seminário onde se discutiu e analisou a situação das Treinadoras em Portugal com Base numa Investigação que está a ser feita.

Foi importante constatar a presença de Treinadoras e Entidades de muitas modalidades diferentes. Um passo pequeno, mas um passo importante, para a mudança de mentalidades que tem de ser da responsabilidade de todos nós.




sexta-feira, 7 de agosto de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

MISTO DE SENTIMENTOS


No dia em que o 1º de Dezembro se estreia com uma vitória de 10-0 na Liga dos Campeões, surge a noticia da extinção da equipa Feminina de Futebol de 11 do Odivelas FC.

A aposta do Clube de Sintra no Futebol de 11 Feminino já vem de há muitos anos e tem dado a conhecer o Clube em todo o Portugal e pela Europa fora.

Em relação ao Odivelas FC a tristeza das suas atletas é plenamente justificada. Não me parece que tenha a ver com discriminação mas, com uma das muitas más gestões que assolam os Clubes portugueses de Norte a Sul do país, Clubes esses que são o garante da prática desportiva no nosso país.

A ambição desmedida e, a vontade de dar um passo maior do que a perna, fazem muitas vezes com que os projectos desapareçam a muito curto prazo. Normalmente caiem primeiro os mais "fracos" ou seja aqueles que por terem menos exposição mediática e/ou não sejam apostas "queridas" das direcções são mais fáceis de extinguir.

Está na hora de AGITAR e de exigir que o ESTADO crie condições para que o Desporto Feminino não seja sempre o ELO MAIS FRACO.


Isso depende muito da nossa União e Agitação!
Ao 1º de Dezembro remeto os meus Parabéns espero que mostrem a qualidade que o Futebol de 11 Feminino em Portugal já tem. Às jogadoras do FC Odivelas mostro a minha solidariedade e força para tentar mudar o estado do Desporto Feminino em Portugal.
Às jogadoras e técnicos do Futsal está na hora do toca a reúnir porque em qualquer altura toca a algum de nós... Será necessariamente uma revolução lenta mas que urge iniciar!!!

PETIÇÃO PELA IGUALDADE NO DESPORTO NA AR - EM PLENÁRIO DIA 22-7-2009

É com grande agrado que registo que conseguimos aquilo a que nos propusemos:

- SENSIBILIZAR OS NOSSOS GOVERNANTES PARA A DISCRIMINAÇÃO DO FUTEBOL E FUTSAL FEMININO NOS JOGOS DA LUSOFONIA E ABRIR CAMINHO PARA QUE O FUTURO COMECE A SER DIFERENTE!

Por questão de ordem alfabética o meu nome aparece em primeiro lugar mas, este caminho não teria sido percorrido sem a fantástica colaboração e empenho da Isabel Cruz, não tenho palavras para agradecer. Com pessoas assim tenho a certeza de que somos capazes de mudar um pouco o nosso mundo.

Depois temos os primeiros subscritores e todos aqueles que por TODO O PAÍS mostraram determinação e vontade em colaborar e levar a petição a BOM TERMO!

O RESTO... O FUTURO O DIRÁ!! A SENSAÇÃO DO DEVER CUMPRIDO É MUITO BOA! OBRIGADO POR ACREDITAREM!

FERNANDA PIÇARRA

PETIÇÃO PELA IGUALDADE NO DESPORTO NA AR - EM PLENÁRIO DIA 22-7-2009

O Sr. Presidente: Srs. Deputados, passamos à apreciação da petição n.º 590/X (4.ª) Apresentada
por Fernanda Maria Guerreiro Piçarra, solicitando à Assembleia da República que recomende ao Governo que apenas patrocine, institucional ou financeiramente, os eventos desportivos que não discriminam pela igualdade no desporto.

Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Hermínio Loureiro.

O Sr. Hermínio Loureiro (PSD): Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Quero começar por saudar os peticionários. Estamos a falar de mais de 6000 cidadãos que assinaram esta petição, intitulada «Pela igualdade no desporto».
Portugal tem um elevado défice de prática desportiva, por isso temos de alterar este estado de coisas, ou seja, temos de alterar o número de praticantes desportivos. Mas quando falamos da prática desportiva feminina a situação é ainda mais preocupante.
Por isso, quando se realiza um evento desportivo, precisamos de aproveitar a oportunidade para corrigir estas desigualdades, promovendo a igualdade e melhorando também a cultura desportiva do País.
Esta petição tem uma importância enorme e deve servir, como é evidente, de recomendação, de sugestão,para eventos desportivos futuros, mas deve servir, acima de tudo, para melhorar também a nossa cultura desportiva. Ou seja, nós precisamos de aumentar rapidamente o número de praticantes desportivos, muito em especial os praticantes do sexo feminino, e, para isso, são necessárias políticas activas de desporto e também uma articulação perfeita entre o poder local, o poder central, o movimento associativo e as escolas.
Srs. Deputados, permitam-me que aproveite também esta oportunidade para saudar a realização, em Portugal, da 2.º edição dos Jogos da Lusofonia. A 1.ª edição foi em Macau, a 2.ª edição foi em Lisboa e a 3.ª edição será em Goa. Certamente que esta petição servirá para que, na 3.ª edição dos Jogos da Lusofonia, a realizar em Goa, se tenha uma atenção muito especial com a prática desportiva feminina, nomeadamente na modalidade de futebol e de futsal, porque os peticionantes sugerem que estas modalidades praticadas pelo sexo feminino possam constar do programa desportivo dos Jogos da Lusofonia. Estou certo de que os organizadores serão sensíveis a este pedido.
Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Francisco Madeira Lopes.

O Sr. Francisco Madeira Lopes (Os Verdes): Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: A petição queestamos agora a discutir a petição n.º 590/X (4.ª) vem alertar-nos para a questão da discriminação a nível do desporto feminino, trazendo à colação um caso muito concreto, que tem a ver com a 2.ª edição dos Jogos da Lusofonia, em Portugal.
Naturalmente que é de saudar a realização dos Jogos da Lusofonia, é de esperar que corram da melhor maneira e que as futuras edições ainda corram melhor, mas esta discriminação não deixa de ser um facto a lamentar e que acaba, infelizmente, por ensombrar um pouco o brilho e o mérito destes jogos.
Estes peticionários chamam a atenção para o facto de ter havido discriminação no acesso de praticantes desportivas, designadamente na modalidade de futebol e futsal, aos dos Jogos da Lusofonia.
Apesar de estes jogos incluírem um conjunto de modalidades em que tanto homens como mulheres, tanto equipas masculinas como equipas femininas, estão presentes, a realidade é que estas duas modalidades desportivas o futebol e o futsal , modalidades nas quais não só Portugal mas também vários países representados nestes jogos têm praticantes e equipas, foram arredadas dos mesmos jogos. Isto é lamentável e não contribui, de facto, para o combate à discriminação e à desigualdade entre homens e mulheres a nível da prática desportiva.
E isto é tanto mais preocupante quando é o Governo que patrocina directamente os Jogos da Lusofonia, aliás a vários níveis, não só com o envolvimento do Ministério da Administração Interna, mas também da própria Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, do IPJ e da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
Bom seria que, em futuras edições, não se voltasse a cometer, mais do que uma gafe, este erro grave, que é perder a oportunidade não só para promover o contacto entre países lusófonos e o desporto mas também para promover a igualdade entre homens e mulheres.
Contudo, não podemos deixar passar em claro nem perder de vista o âmbito mais geral que esta petição tem, porque, apesar de ser motivada pelo facto concreto relativo aos Jogos da Lusofonia, a realidade é que os peticionários, quando vieram à Assembleia da República entregar a petição e foram recebidos por Os Verdes, fizeram questão de enunciar que isto é apenas mais um exemplo, entre vários, que conduzem à discriminação,designadamente no apoio à prática desportiva feminina e federada no nosso país. E trouxeram-nos queixas relativamente a um conjunto de situações em que consideram haver pouco apoio a estas modalidades desportivas no feminino em Portugal.
Portanto, esperamos que esta petição, mais do que um alerta em relação aos Jogos da Lusofonia, seja um alerta relativamente ao apoio da prática desportiva no nosso país, com garantias de igualdade entre homens e mulheres. A Assembleia da República tem de ter mais atenção a esta realidade e o Partido Ecologista «Os Verdes» está empenhado em dar mais visibilidade a esta questão e em procurar contribuir para sua resolução.
Vozes de Os Verdes: Muito bem!

O Sr. Presidente: Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Abel Baptista.

O Sr. Abel Baptista (CDS-PP): Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Esta petição, que pede que se discuta nesta Assembleia a igualdade entre homens e mulheres, não deveria estar a ser discutida.
O Sr. Pedro Mota Soares (CDS-PP): Muito bem!
O Sr. Abel Baptista (CDS-PP): Numa altura em que o desporto já é entendido como uma prática de competição, onde se promovem práticas saudáveis em termos de actividade quer física quer intelectual; numa altura em que já está perfeitamente definida na lei do Desporto a questão de não haver problemas de racismo e xenofobia na prática desportiva, é evidente que não faz qualquer sentido que haja desigualdade entre pessoas de sexo diferente nas diferentes competições desportivas.
Aquilo que esta petição nos lembra é que, apesar de tudo, isso ainda existe na prática desportiva nacional e no caso concreto, em jogos entre as diferentes comunidades que falam a língua portuguesa os Jogos da Lusofonia , não se deveria ter deixado de fora qualquer actividade desportiva e muito menos ter negado os jogos onde estavam atletas do sexo feminino, no caso particular no futebol e no futsal.
Não podemos deixar de acompanhar esta preocupação apresentada por mais de 5000 peticionários, que aproveito para saudar, que alertaram a sociedade portuguesa para a existência ainda de desigualdades na prática desportiva.
No que diz respeito à nossa função como parlamentares, não podemos deixar de referir que as entidades públicas, nomeadamente o Governo, mas também todas as outras entidades públicas o Instituto do Desporto, o Instituto da Juventude e mesmo as próprias autarquias , devem ter um especial cuidado no patrocínio que dão a estas actividades, no sentido de se certificarem que elas promovem a igualdade da prática desportiva entre homens e mulheres e permitem o acesso a todas as pessoas a essa mesmaactividade.
Agradeço aos peticionários o facto de o terem feito e de nos terem lembrado isso, que é para nós também motivo de preocupação e de reflexão.
Aplausos do CDS-PP.

O Sr. Presidente: Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Fernando Cabral.

O Sr. Fernando Cabral (PS): Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O PS comunga plenamente da motivação desta petição. Tudo o que sejam desigualdades e discriminações são reprováveis, e as que se baseiam no género ainda o são mais.
O Sr. Miguel Tiago (PCP): Menos nesta!
O Sr. Fernando Cabral (PS): O PS tem uma longa história neste combate, sendo a lei da paridade um dos exemplos mais recentes e mais significativos.
Reconhecemos e salientamos que, apesar de algumas falhas, nos últimos anos, e também no desporto, se têm dado passos positivos para atenuar este problema.
Esta 2.ª edição dos Jogos da Lusofonia, programada e organizada convém realçar este aspecto pelos comités olímpicos dos países lusófonos (e aproveito esta oportunidade para saudar os organizadores e os participantes neste evento), teve este ano mais modalidades com participantes femininos do que tinha acontecido na 1.ª edição, que decorreu em Macau.
Naturalmente, também comungamos aqui do objectivo de que, na 3.ª edição, que vai decorrer em Goa, este problema esteja completamente resolvido e que haja paridade na participação de homens e mulheres, tanto nestes jogos como em quaisquer outras actividades.
Convém também realçar que a comissão organizadora destes Jogos da Lusofonia, que se realizaram em Lisboa, protocolou com a Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género (CCIG) um conjunto de acções para sensibilizar as populações para esta problemática, particularmente na área do desporto. Por isso, reafirmamos aqui que a motivação desta petição é muito pertinente.
Quanto ao objectivo da petição, ou seja, que o Governo não deve patrocinar eventos onde se discriminem as mulheres, naturalmente que nós, do ponto de vista geral, também estamos de acordo, mas quando há organizações, como é o caso destes Jogos da Lusofonia, há vários critérios e factores que têm de ser analisados. Portanto, penso que há um conjunto de dados que têm de ser analisados para o patrocínio em eventos como este, que é um evento muito importante, jogos entre países que falam a língua portuguesa.
Não comungando plenamente deste objectivo, porque achamos que existem outros critérios que devem ser tidos em conta, reafirmamos aqui o nosso objectivo principal de lutar contra a discriminação, neste caso contra a discriminação com base no género.
Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Miguel Tiago.

O Sr. Miguel Tiago (PCP): Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Quero, antes de mais, saudar as subscritoras e os subscritores desta petição para a igualdade no desporto, que se centra sobre os Jogos da Lusofonia, como, aliás, já ficou bem expresso nas anteriores intervenções, mas que, de facto, ultrapassa o seu âmbito.
É curioso verificar que a bancada do PS hoje diz que está muito disponível para resolver e para combater a discriminação, mas o PCP confrontou o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto na Comissão de Educação e Ciência sobre esta matéria, especificamente sobre os Jogos da Lusofonia, e a sua resposta foi a de que o Estado nada tem a ver isso, não se intrometerá e que a organização dos Jogos da Lusofonia fará o que entender. Obviamente, o PCP retorquiu que o Estado pode sempre, pelo menos, limitar ou condicionar a realização através do apoio que dá à organização dos jogos, mas esse não foi o entendimento do Governo.
Ficará bem agora ao PS dizer que está muito preocupado, que pugnará pela igualdade e que esse é, certamente, um princípio basilar do seu Programa, mas verdade, verdade, é que permitiu que este problema chegasse a esta situação de realização dos jogos, sem que as mulheres e raparigas pudessem participar num conjunto de modalidades. E, mais grave do que isso, não apresentou um único compromisso para a resolução deste problema em organizações futuras, não só dos Jogos da Lusofonia mas também de outros.
Relembro que o PCP apresentou nesta Assembleia um projecto de resolução para a criação de um plano de desenvolvimento desportivo, que foi rejeitado pela bancada do Partido Socialista, que continha exactamente, como um dos aspectos centrais, a alteração da proporção de mulheres e raparigas praticantes de desporto ou de qualquer actividade física.
Mas há um problema muito mais vasto, que, na discussão desta petição, aproveitamos para colocar, que é o da dinamização do desporto, da estrutura e do desenvolvimento desportivo, no que toca à participação das mulheres, que se prende também com a utilidade pública e com a utilização que muitas federações fazem dessa utilidade pública, sem terem em conta a legislação portuguesa.
É que já existe na lei portuguesa um conjunto de comandos que obrigam a que a promoção desportiva tenha também em conta a dinamização da prática desportiva feminina e que obrigam as federações, na delegação de competências prevista por via da utilidade pública às federações, no cumprimento dos seus deveres e da sua missão, a promover o desporto feminino.
No entanto, mesmo as que não o fazem, continuam a contar com a benesse e as «palmadas nas costas» do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto. E a federação de futebol, por acaso, até é um mau exemplo, pois podia dar um contributo para que este problema se resolvesse.
Mas não é à federação de futebol, mas sim ao Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, que tenho de exigir que influencie e que obrigue as federações, também nesta matéria, a porem um pouco de parte a indústria desportiva, o lucro, e a pensarem no desenvolvimento desportivo, no caso presente das mulheres.
Aplausos do PCP.

O Sr. Presidente: Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Ana Drago.

A Sr.ª Ana Drago (BE): Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Como já vários Deputados aqui
disseram, esta petição alerta-nos para algo absolutamente inexplicável e inaceitável no ano de 2009, ou seja, que se realizem os Jogos da Lusofonia, que é suposto unir todos aqueles que partilham a língua portuguesa, que pertencem a este espaço, que é a nossa língua, e que a organização destes Jogos, que pretende defender a língua comum, a diversidade e também a multiculturalidade destas diferentes pertenças, possa excluir, à partida, e discriminar as praticantes femininas de duas modalidades desportivas.
Por parte do Partido Socialista, o Sr. Deputado Fernando Cabral deu-nos aqui esta leitura contristada, dizendo que é, de facto, lamentável que exista este pormenor numa realização tão extraordinária como a dos Jogos da Lusofonia.
Ora, creio que é verdadeiramente preocupante ver um Deputado da bancada do Partido Socialista dizer que a igualdade entre homens e mulheres é, de facto, um aspecto fundamental e que o Partido Socialista defende no geral, mas quando chegado ao caso concreto, em que é preciso decidir e ser coerente com esse mesmo princípio, entende que existem outros princípios e outras questões que falam mais alto do que aquilo que é fundamental num Estado democrático no século XXI, ou seja, que homens e mulheres, neste caso numa actividade desportiva onde existem praticantes que querem, imagine-se, confrontarem-se com outras equipas
do espaço da lusofonia no âmbito do futebol e do futsal, não tenham a possibilidade de se inscrever, porque o programa oficial não o permite.
Portanto, aquilo que as peticionárias nos pedem é que o Governo português, porque entende que a igualdade de género é uma matéria fundamental da nossa constituição como comunidade política, pergunte à Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP) a que propósito é que existe um programa que não permite estas inscrições, sendo coerente com o princípio que diz que a comunidade política portuguesa não apoia, não financia realizações que discriminam a participação desportiva de mulheres. É tãosimples quanto isto!
E, portanto, aquilo que pergunto ao Sr. Deputado Fernando Cabral e ao Grupo Parlamentar do Partido Socialista é se a língua portuguesa, o espaço da lusofonia, se deve associar a uma realização que permite,que fomenta, a discriminação da prática desportiva por parte de mulheres. Esta é que é a questão fundamental.
Vejo que a Sr.ª Deputada Manuela de Melo também entende que este é um pormenor não particularmente entusiasmante, mas creio que, às vezes, é nestas questões que se defendem os que se dizem ser os princípios gerais, e isso era o que se esperava do Partido Socialista, do Governo e do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto.
Aplausos do BE.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

PETIÇÃO PELA IGUALDADE NO DESPORTO FOI A PLENÁRIO HOJE NA AR

DEPOIS DA AUDIÇÃO DIA 21 NA COMISSÃO EDUCAÇÃO E CIÊNCIA A PETIÇÃO FOI DISCUTIDA NO PLENÁRIO DA AR DIA 22 DE JULHO

DETALHE DA PETIÇÃO NO SITE DA AR:

Petição Nº 590/X/4
Pela igualdade no desporto.
Entrada na AR: 2009.07.09
N° de Assinaturas: 6283
Situação: Arquivada

1° Peticionante: Fernanda Maria Guerreiro Piçarra e Outros

Comissões a que baixou:
X - Comissão de Educação e Ciência

Distribuida em: 2009.07.21
Admissibilidade: Admitida em 2009.07.21
Data Relatório Final: 2009.07.21
Relatório Final
Data de envio ao PAR: 2009.07.21

quinta-feira, 16 de julho de 2009

AG DA FPF 18 DE JULHO - PEDIDO DE ALTERAÇÃO DE ESTATUTOS

Esta semana enviei uma carta aos Presidentes da Direcção e da AG da FPF, bem como, aos presidentes de todos os Sócios da FPF com o seguinte texto:

FERNANDA MARIA GUERREIRO PIÇARRA

CENTRO RECREATIVO E CULTURAL DA QUINTA DOS LOMBOS


Exmo. Senhor Presidente dxxxx

(Nome)

Tendo conhecimento de que no próximo dia 18 de Julho se realizará a Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em cuja ordem de trabalhos figura a alteração aos Estatutos vimos, por este meio, pedir a melhor atenção de V. Exa. para algo, que no nosso entendimento, poderá melhorar esta proposta no sentido do cumprimento do artigo 3º «Neutralidade e não discriminação».

Na proposta agora apresentada são previstas as competições organizadas pela FPF (Artigo 86º. Competições). Nas competições de Futsal, alíneas a) a h) do ponto 4, Artigo 86º, a Taça de Portugal Feminina é a única competição prevista de âmbito nacional.

Ora, quando comparada com outros desportos nos escalões sénior e júnior, o Futsal é a modalidade colectiva feminina mais praticada em Portugal; existem 270 clubes com equipas femininas distribuídos por 19 Associações Distritais de todo o país, e que acolhem cerca de 4.000 atletas.

O número de atletas no escalão sénior feminino, que representa 59% do total, justifica a existência de um Campeonato Nacional neste escalão. O surgimento de uma Taça Nacional de Juniores Femininos iria fomentar o aparecimento de campeonatos distritais de juniores femininos em mais Associações Distritais, para lá das actuais 6 Associações, e assim aumentar o número de atletas nos escalões de formação.

A evolução do Futsal depende também do ajustamento dos quadros competitivos femininos que levem à excelência.

Sendo assim, e de forma a cumprir o princípio da não discriminação enunciado no Artigo 3º da proposta de Estatutos e, ao mesmo tempo o de fomento e desenvolvimento da prática da modalidade enunciados no Artigo 2º, propomos que no nº 4 do artigo 86º sejam acrescentadas as seguinte alíneas:

i) Campeonato Nacional de Seniores Femininos

j) Taça de Portugal de Juniores Femininos


Neste sentido, solicitamos a V. Exa. que, em prol do desenvolvimento do futsal feminino, se associe a estes motivos e possa apresentar à Mesa da Assembleia Geral da FPF esta proposta de alteração do Artigo 86º.


Com os nossos cumprimentos


Lisboa, 14 de Julho de 2009



As/os proponentes


André Filipe Damasceno Teixeira – Treinador dos Restauradores Avintenses – AF Porto
António Manuel Pereira – Director Geral – AD Fundão – AF Castelo Branco
Bruno Celso Pereira Neto – Treinador – Centro de Estudos de Fátima – AF Santarém
Catarina Alexandra Cancels Cardoso – Jogadora Internacional de Futsal
Catarina Alexandra Ferreira da Silva – Jogadora Internacional de Futsal
Daniela Rute Chaves Gomes da Costa – Treinadora da Escola de Gondomar – AF Porto
Fernanda Maria Guerreiro Piçarra – Treinadora do CRC Quinta dos Lombos – AF Lisboa
Francisco Paiva – Treinador do Vermoim – AF Braga
João Filipe Almeida Monteirinho Bico Soares – Treinador do GDR Vilaverdense – AF Coimbra
Jorge Manuel Antunes Vieira – Presidente do CRC da Quinta dos Lombos – AF Lisboa
Marisa Manuela Soares Lima – Jogadora Internacional de Futsal
Manuel José Mesquita Rodrigues - Treinador dos Pioneiros de Bragança – AF Bragança
Randolfo Silva Antunes Santos – Presidente do CCD de Veiros – AF Aveiro
Regina de Fátima Ruivo Seixas Martins – Treinadora da AD Flaviense – AF Vila Real
Teresa da Conceição Figueiras Jordão – Treinadora CR Golpilheira – AF Leiria
Vitor Manuel Monteiro Santos – Treinador do Padernense – AF Algarve


EIS A RESPOSTA QUE RECEBI HOJE DA PARTE DA FPF


ESTAMOS A AGITAR!UNIDOS POR UMA CAUSA!!!!

NOTÍCIA NO SCN: CLIQUE AQUI!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

PETIÇÃO PELA IGUALDADE NO DESPORTO NA AR

Encarrega-me o Senhor Presidente da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, Deputado António José Seguro, de comunicar a V. Exa. que a petição em que apelam à “igualdade no desporto”, será admitida em reunião de 21 de Julho de 2009, tendo-lhe sido atribuído o nº 590/X/4ª.
No âmbito da apreciação da referida Petição, solicita-se a presença de V. Exa. para uma audição no próximo dia 21.Julho.2009, pelas 15.45 horas no Palácio de São Bento.

Com os melhores cumprimentos,

Ana Maria Souza Barriga
Gabinete de Apoio


Superando as nossas melhores expectativas, vamos ter uma audiência na Comissão Educação e Ciência no próximo dia 21 pelas 15h45.

Apenas a Catarina Cancels não tem disponibilidade para ir. Fernanda Piçarra, Isabel Cruz, Marisa Lima e Pedro Peres lá estarão para esclarecer a comissão sobre os nossos motivos.

VISITE A PÁGINA DA INTERNET DA COMISSÃO EDUCAÇÃO E CIÊNCIA: AQUI!


ESTAMOS A AGITAR!

EM BREVE DAREMOS NOTÍCIAS SOBRE OUTRA LUTA: OS QUADROS COMPETITIVOS DE FUTSAL FEMININO DA FPF...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

JOGOS DA LUSOFONIA - DECLARAÇÕES DE VICENTE MOURA

Presente edição vai ser melhor que Macau 2006, diz Vicente Moura

O presidente do Comité Olímpico de Portugal revelou-se hoje confiante na boa qualidade dos II Jogos da Lusofonia, que vão decorrer entre 11 e 19 de Julho, em Lisboa, adiantando estarem melhores que os de Macau 2006.

"Podemos esperar uns jogos, em termos de qualidade, superiores aos de Macau, tanto no atletismo, onde teremos campeões olímpicos de Portugal e Brasil, (Nelson Évora e Maurren Maggi) como no futebol, uma competição que se espera bastante nivelada, e no basquetebol, com selecções bastante fortes como Angola e Brasil", afirmou Vicente Moura.

O dirigente considera que o facto de participar é superior ao de ganhar a competição, relembrando o lema do evento: “A união mais forte que a vitória". No entanto, Vicente Moura acrescentou dizendo que todos os participantes deviam obter “medalhas, porque isso seria bastante bom para incentivar à participação e ao envolvimento"."Nos primeiros jogos houve selecções que foram recebidas nos seus países em triunfo. Isso é bom para os jogos. Porque estes jogos têm qualidade média em termos internacionais, sendo assim uma oportunidade para aumentar a auto-estima dos respectivos povos", adiantou.

Vicente Moura revelou ainda que já se pensou em "alargar a participação nos jogos a outros Estados", apesar do facto que "os Jogos da Lusofonia destinam-se a unir e não exactamente a acrescentar problemas internacionais aos que já existem".

"Para participar nestes jogos, a proposta tem de ser sempre originária do respectivo comité olímpico e com o apoio do governo de forma a não termos elementos que nos levem a pensar que poderá haver autonomias que se querem servir da realização dos jogos", ressalvou, explicando que: "Não é essa a intenção. A intenção é reforçar aquilo que temos, principalmente fazer com que todos os desportos (modalidades) tenham participações masculina e femininas o que não acontece actualmente".

O presidente admitiu também que o Brasil já mostrou intenção de coordenar a próxima edição dos Jogos (2013), com Angola e o Estado de Goa incluídos no lote dos interessados."Temos indicações de que há pelo menos três países (três comités olímpicos) que estão disponíveis, sei que o Brasil tem intenções de apresentar uma candidatura", acrescentou. Segundo Vicente Moura, "há mais dois países que já falaram nisso, mas naturalmente se aparecer uma candidatura forte do Brasil, provavelmente essa será a única"."Penso que Angola tem essa hipótese em carteira e sei que o Estado de Goa também, mas, naturalmente a mais adiantada é a candidatura brasileira e acho muito bem que os terceiros jogos sejam no Brasil", concluiu.

FONTE: INFORDESPORTO

PS: Parece que afinal o disparate não estava na petição...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Foi hoje entregue ao Sr. Presidente da Assembleia da República a Petição Pela Igualdade no Desporto


Cerca de 5.800 cidadãs e cidadãos decidiram exercer o Direito de Petição solicitando ao Presidente da Assembleia da República que recomende ao governo para patrocinar, institucional ou financeiramente, apenas os eventos desportivos que não discriminam as mulheres cumprindo assim o princípio constitucional da igualdade entre mulheres e homens.

Esta iniciativa foi lançada no passado dia 2 de Maio e é motivada pela exclusão das competições femininas de futebol e futsal do programa desportivo dos Jogos da Lusofonia facto que, na opinião das pessoas subscritoras, constitui uma situação inaceitável de discriminação contra as mulheres, que atenta contra estatuto das raparigas e mulheres desportistas, nomeadamente do futebol.

Trata-se ainda de uma iniciativa pioneira porque é a primeira Petição apresentada contra a discriminação das mulheres no desporto.

Foram pedidas audiências aos presidentes dos grupos parlamentares com o objectivo de lhes transmitir as preocupações sobre este tipo de discriminação, solicitando-lhes ainda que exerçam as suas competências constitucionais de fiscalização política.

Responderam à nossa solicitação o CDS-PP, o PCP, o PEV e o PS.
Não obtivemos resposta nem do PSD nem do BE, entregamos o dossier ao secretariado.

Nas audiências com os grupos parlamentares o grupo foi recebido:
- pelo CDS-PP, deputado Abel Baptista (membro da Comissão Parlamentar Educação e Ciência);
- pelo PCP, deputado Bernardino Soares, presidente do grupo parlamentar e deputado Miguel Tiago (vice-presidente da Comissão Parlamentar Educação e Ciência);
- pelo PEV, deputado Francisco Madeira (membro da Comissão Parlamentar Educação e Ciência);
- pelo PS, deputada Celeste Correia, vice-presidente do grupo parlamentar.

O grupo de pessoas subscritoras que procedeu à entrega da petição e que esteve presente nas audiências com os grupos parlamentares foi constituído por: Fernanda Piçarra, treinadora de futsal do CRC Quinta dos Lombos; Catarina Cancels e Marisa Lima, jogadoras internacionais de futsal; Isabel Cruz e Pedro Peres, Associação Portuguesa de Mulheres e Desporto.

Lisboa, 7 de Julho de 2009.
MEDIA

domingo, 5 de julho de 2009

Pela Igualdade no Desporto

Aos órgãos de comunicação social

Pela Igualdade no Desporto

No dia 7 de Julho, pelas 10.30h, será entregue ao Sr. Presidente da Assembleia da República a Petição PELA IGUALDADE NO DESPORTO.

Mais de cinco mil cidadãs e cidadãos, na sua grande maioria da área do desporto, decidiram exercer o Direito de Petição solicitando ao Presidente da Assembleia da República que recomende ao governo para patrocinar, institucional ou financeiramente, apenas os eventos desportivos que não discriminam as mulheres cumprindo assim o princípio constitucional da igualdade entre mulheres e homens.

Esta iniciativa, lançada no dia 2 de Maio, foi motivada pela exclusão no programa desportivo dos 2ºs Jogos da Lusofonia das competições femininas de futebol e futsal situação que, na opinião das pessoas que subscrevem a petição, atenta contra o estatuto das raparigas e mulheres desportistas, nomeadamente do futebol.

No conjunto de pessoas que subscreveram a Petição, estão inúmeras ligadas ao futebol, jogadores e ex-jogadores profissionais, jogadoras de futebol e futsal, treinadoras e treinadores, dirigentes de clubes e de associações regionais. É também considerável o número de desportistas das mais variadas modalidades. Realça-se ainda o âmbito nacional de subscrição da Petição, em todos os distritos do país e das regiões autónomas das Açores e Madeira.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

CONSEGUIMOS!!! MAIS DE 5.000 ASSINATURAS!


DIA 7 DE JULHO, PELAS 10H30, SERÁ ENTREGUE A PETIÇÃO PELA IGUALDADE NO DESPORTO AO SR. PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA!


ESTA É UMA VITÓRIA DA UNIÃO E, DO ESFORÇO, DE PESSOAS QUE COLABORARAM POR TODO O PAÍS!


MUITO OBRIGADO! POR QUEREREM MUDAR... UM POUCO, O NOSSO MUNDO!

terça-feira, 26 de maio de 2009

POR ELA!



VAMOS DIZER BASTA POR ELA!

ELA PODE SER O QUE QUISER!

PODE SONHAR SER JOGADORA DE FUTEBOL OU DE FUTSAL!

PODE PRATICAR UMA MODALIDADE PARA A QUAL TEM VOCAÇÃO!

PODE SER DA NOSSA FAMILIA!

PODE TER NASCIDO OU NÃO...

PODE MORAR EM LISBOA, ALGARVE, AÇORES, VILA REAL...

DESPENDE DE NÓS FAZER COM QUE O SEU FUTURO SEJA PROMISSOR E COM MAIS OPORTUNIDADES!

PORQUE É QUE NÃO O FAZEMOS QUANDO TEMOS OPORTUNIDADE PARA TAL?

4.000 ASSINATURAS PARA PROPORCIONARMOS A DISCUSSÃO SOBRE UM FUTURO DIFERENTE PARA...ELA! SEJA ELA QUEM FOR...

DIA 31 DE MAIO PODE SER UM DIA DE VITÓRIA E MOSTRAR FORÇA OU DE DERROTA PORQUE NÃO NOS CONSEGUIMOS UNIR POR UMA CAUSA!

FICA NA CONSCIÊNCIA DE CADA UM(A)!

O QUE É QUE FEZ ULTIMAMENTE PARA MUDAR O MUNDO?

http://www.petitiononline.com/igualfut/petition.html

Assine e divulgue!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Posição da Associação Portuguesa Mulheres e Desporto sobre a discriminação das mulheres no Programa Desportivo Oficial dos 2ºs Jogos da Lusofonia


1. Os Jogos da Lusofonia constituem um importante evento desportivo cuja direcção é assegurada pela Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP) constituída em 2004.
São membros fundadores da ACOLOP os Comités Olímpicos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial (como membro associado), Macau (China), Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Em 2006, os Comités Olímpicos da Índia e do Sri Lanka passaram a integrar a ACOLOP com o estatuto de membros associados.

2. A realização da 1ª edição dos Jogos da Lusofonia (Macau/2006) possibilitou a consolidação das relações das regiões e países que integram a ACOLOP, com o objectivo de encorajar o desenvolvimento desportivo das diferentes culturas que compõem o espaço lusófono.
O Programa Desportivo Oficial da 1ª edição dos Jogos da Lusofonia incluiu competições em 8 desportos/modalidades: Atletismo, Basquetebol, Futebol, Futsal, Ténis de Mesa, Taekwondo, Voleibol e Voleibol de Praia. Participaram cerca de 780 atletas de 11 países/regiões.
A taxa de participação das atletas femininas foi relevante: Ténis de Mesa, 40%; Basquetebol, 43%; Atletismo, 49%; Voleibol e Voleibol de Praia, 50%. Contudo, não foram abertas competições para as mulheres no Futebol, Futsal e Taekwondo e esta discriminação do Programa Desportivo Oficial fez baixar a taxa de participação feminina para um valor inferior a 30%. (I)

3. A 2ª edição dos Jogos da Lusofonia terá lugar na região de Lisboa, entre os dias 11 a 19 de Julho de 2009. Trata-se de uma manifestação desportiva muito importante para Portugal e para a afirmação do nosso país no espaço lusófono.
Segundo informação divulgada pela organização, espera-se a participação de 1.300 atletas e oficiais de 12 países/regiões.

4. O Programa Desportivo Oficial da 2ª edição dos Jogos da Lusofonia foi aprovado em Lisboa, em Novembro de 2007, na Assembleia-geral da ACOLOP, cuja «sessão de abertura foi presidida pelo Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, que aí reiterou a garantia governamental de apoio ao projecto do C.O.P.». (II) Na circunstância, teria em mente os Princípios da Universalidade e da Igualdade (Artigo 2º, da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, L 5/2007 de 16 de Janeiro).
Nesse mesmo mês, foi publicado em Diário da República o despacho 161/2008 reconhecendo o interesse público dos II Jogos da Lusofonia.

5. Em Outubro de 2008, é celebrado entre a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e a Comissão Organizadora dos 2.ºs Jogos da Lusofonia (COJOL) um Protocolo de Cooperação que visa «garantir a adequada promoção e defesa da Igualdade de Género, em toda a linha de comunicação a seguir nos 2.ºs Jogos da Lusofonia…. A COJOL instituirá para a competição prémios especiais para a melhor treinadora, em igualdade de circunstâncias com o de melhor treinador e igualmente prémios para a melhor atleta feminina e para o melhor atleta masculino….O representante governamental [Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros] que homologou o acordo, considerou que os Jogos da Lusofonia dão um sinal muito importante porque o «desporto, graças à sua visibilidade, ajuda e fomenta os propósitos de igualdade de oportunidades…». (III)

6. A celebração deste protocolo entre a CIG e a COJOL possibilitou que os II Jogos da Lusofonia sejam considerados como «Jogos de referência em matéria de cidadania e igualdade de género», admitindo a «igualdade de género» como um dos seus princípios básicos «Os Jogos serão em toda a linha social, cultural e desportiva uma janela de oportunidades para promoção e desenvolvimento de um clima aberto de cidadania com repercussão na prática corrente de comportamentos solidários à igualdade de género, respeito mútuo e saudável confraternização.» (IV)

7. A organização desta edição dos Jogos da Lusofonia contempla, em cada um dos 10 desportos/modalidades, uma quota máxima de atletas por país que é semelhante, ou igual, para os escalões masculinos e femininos: Atletismo (36-34); Basquetebol (12-12); Desporto para Deficientes (2-1); Judo (7-7); Taekwondo (4-4); Ténis de Mesa (4-4); Voleibol (12-12); Voleibol de Praia (4-4).
No Futebol (20) e Futsal (14), as atletas femininas estão, de novo, impedidas de participar dado que o Programa Desportivo Oficial as afasta liminarmente dessa participação – existem apenas torneios masculinos.

8. Em todo o mundo, existem cerca de 26 milhões de raparigas e mulheres que praticam futebol (V); são inúmeras as atletas dos países que integram os Jogos da Lusofonia (VI); e existem selecções nacionais femininas suficientes para realizar os torneios femininos de Futebol e Futsal (VII).

9. Ao contrário do que tem sido usado como justificação, e tal como aconteceu em Macau/2006, nem todos os países participantes irão concorrer em todos os desportos/modalidades. Por exemplo, nesta 2ª edição o Brasil não irá participar nos torneios de Futebol (masculino) e de Voleibol (masculino e feminino).
Em meados deste mês de Maio, será já conhecido o conjunto final de atletas em cada desporto/modalidade, por sexo, dos 12 países participantes.
No início deste ano, já se tinha antevisto a participação por país nos desportos colectivos tal como se pode verificar nas simulações avançadas no Manual do Evento. Para 12 países participantes foi calculado um calendário competitivo de 8 equipas (M/F) para o Basquetebol, 8 equipas para o Futebol (M), 7 equipas para o Futsal (M) e 4 equipas (M/F) para o Voleibol.

10. São fundamentadas as preocupações com a sustentabilidade financeira de futuras edições dos Jogos da Lusofonia e com os custos de deslocação e taxas de participação a cargo das delegações de cada país/região. Mas em caso algum essa sustentabilidade poderá determinar a exclusão das atletas, raparigas e mulheres. A escassez de recursos não pode ser motivo de discriminação das mulheres.

11. Tal como é referido no texto da petição, que apoiamos, Pela Igualdade no Desporto, não podem existir «razões ditas “aceitáveis” para justificar a discriminação das mulheres, e as entidades públicas não devem compactuar com esta discriminação». (VIII)
A imagem que Portugal projectará, com a organização de tão importante evento desportivo, será ensombrada por uma discriminação vergonhosa que atenta contra o estatuto das raparigas e mulheres desportistas, nomeadamente do futebol.

Lisboa, 15 de Maio de 2009
A Direcção da Associação Portuguesa Mulher e Desporto


(I) www.macau2006.org/pt/lusofonia [acesso a 16/11/2006]; www.acolop.info/page.php?page=1osJogos [acesso a 02/02/2009]
(II) www.lisboa2009.org/Default.aspx?tabid=89&itemId=61 [acesso a 20/08/2008]
(III) www.lisboa2009.org/Default.aspx?tabid=89&itemId=250 [acesso a 02/02/2009]
(IV) www.lisboa2009.org/Default.aspx?tabid=57 [acesso a 02/02/2009]
(V) www.fifa.com/aboutfifa/media/newsid=529882.html [acesso a 25/06/2007]
(VI) http://www.fifa.com/mm/document/fifafacts/bcoffsurv/statsumrepassoc_10342.pdf%20[acesso%20a%2016/08/2007]
(VII) www.fifa.com/aboutfifa/developing/women/index.html [acesso a 02/02/2009]; http://www.fifa.com/ [associations – acesso a 02/02/2009]
(VIII) www.petitiononline.com/igualfut/petition.html [acesso a 02/05/2009]