"Este foi um artigo escrito em Março do Ano passado. Passou um ano e poder-se-á dizer que pouco mudou. Há que fazer selecções de Futebol Feminino e a solução passa sempre pelo que está mais à mão: O FUTSAL. Existem indícios por parte da FPF em querer apostar no Futebol Feminino. A forma é que não parece ser a mais correcta e adequada à realidade do desporto feminino no nosso país. O projecto "O JOGO DAS RAPARIGAS" irá ajudar a descobrir novos caminhos em conjunto para as duas modalidades. Espero daqui a cinco anos recolher novas estatísticas e verificar a existência de muito mais atletas nas duas modalidades e competições ajustadas ao seu desenvolvimento. Entretanto as jogadoras do CRCQL praticam FUTSAL durante a época. No final da mesma podem-se divertir a jogar Futebol de 7, Futebol de 11, Futebol de Praia, Andebol, Basquetebol, enfim tudo o que seja saudável e as divirta!"
Fernanda Piçarra
Nas vésperas de mais um dia Internacional da Mulher, sinto-me na obrigação de escrever, porque muito poucos o fazem, sobre a realidade do Futsal Feminino em Portugal.
Porquê o título da Rede? Porque, hoje em dia na nossa sociedade tudo se passa em volta das redes, umas maiores, outras mais pequenas, mas todas elas redes de interesses.
A mensagem que eu gostava de passar é de que é tempo de formar a nossa rede e de lutar pelo Futsal em Geral e pelo Feminino em especial. Se não o fizermos, vamos lá chegar, não sei é quanto tempo durará!
A REDE GLOBAL DE INTERESSES
Temos uma Federação que tem como principal interesse a Selecção A de Futebol Masculino. Isto, porque depende financeiramente do retorno que ela proporciona. Vamos pedir a Deus que a Selecção se apure para o Mundial, pois, se tal não acontecer, tempos ainda mais difíceis se avizinham. Tal como o nosso Governo Depende das Politicas Comunitárias e dos Fundos que vêm da União Europeia, a FPF depende dos modelos de desenvolvimento da(s) modalidade(s) preconizadas pela UEFA e pela FIFA. Finalmente chegou-se à conclusão que uma das formas de desenvolvimento do Futebol passa pela captação das mulheres quer como consumidoras, quer como praticantes. Esta atitude reactiva por parte da FPF tem custos que agora e, possivelmente no Futuro, serão imputados ao Futsal Feminino.
A necessidade de ter selecções de Sub19 e Sub17 de Futebol de 11 Feminino para participar nas Competições organizadas pela UEFA, pôs a nu a falta de resposta e organização, que a FPF tem para promover uma modalidade. Ao contrário de outras Federações, de outras Modalidades, a FPF nunca precisou de lutar muito para ter praticantes. No que respeita ao sexo Feminino as coisas mudam de figura. A FPF, se quer ter mais praticantes de Futebol Feminino terá de promover várias políticas de uma forma estruturante e isso, na minha opinião, terá obrigatoriamente de passar pelo desporto escolar e pelas autarquias, tal como já fazem outras modalidades.
Nesta altura interrogar-se-ão, onde entra o Futsal aqui? Entra, porque olhando para os números, tal como eu o fiz hoje, a FPF arranjou uma solução conjuntural:
- CONVOCAR AS ATLETAS DO FUTSAL PARA AS SELECÇÕES DISTRITAIS E NACIONAIS!
Como são atletas da mesma Federação, o problema está resolvido e os argumentos são alguns: - As atletas vão para o Futsal porque não têm possibilidade de praticar Futebol de 11;
- Como não existem Selecções Nacionais de Futsal e Competições Internacionais, as atletas têm uma boa oportunidade de se valorizarem e continuar a prática do Futsal.
Tudo isto seria razoável, se os Clubes de Futsal e, os seus responsáveis, sentissem que em todo este processo existe transparência e, que a FPF e as Associações, em colaboração com os Clubes, estariam a resolver um problema conjuntural, mas que o futuro das duas modalidades no Feminino estaria a ser precavido.
Na prática o que assistimos é a uma reestruturação dos Quadros Competitivos do Futebol de 11 Feminino, abrindo a segunda divisão nacional a todos os Clubes que se queiram iniciar na modalidade. Quem sou eu para refutar este modelo? Mas, não há duvida, que me suscita algumas interrogações, sobretudo do ponto de vista financeiro e logístico, conhecendo eu bem a realidade e a forma como o desporto feminino é encarado nos clubes. No entanto, assiste-se a alguma aproximação quanto ao modelo competitivo de outras Federações Desportivas.
Isto, enquanto no Futsal continuam na gaveta algumas propostas de reformulação dos Quadros competitivos. A Taça Nacional Sénior Feminina tem um formato competitivo completamente desactualizado, da Taça Nacional Feminina Júnior nem se fala ou quer ouvir falar e a Selecção Nacional não tem cabimento.
As principais Associações do País parecem não estar muito empenhadas em alterar o que quer que seja, será algum conflito de interesses que ponha em causa algo importante? E então o interesse dos Clubes Filiados? E se os dirigentes, treinadores e jogadoras se fartarem? Acaba a galinha dos ovos de ouro? E depois quando a FIFA e a UEFA acordarem para o FUTSAL, vão começar quase tudo do zero e fazer tudo à pressa e em cima do joelho como acontece hoje no Futebol de Onze feminino? Será que já pensaram que, sem muito trabalho, têm mais do que outras modalidades se esforçam por ter?
Vejamos por exemplo o caso do Andebol Feminino.
1) Quadros Competitivos Nacionais (Masculino e Feminino):
2) Número de Atletas Femininos Época 2006/2007 Comparando estes números com os do Futsal Feminino:
FONTE: PORTAL FPF 6-3-2009
Temos então que o Futsal Feminino, tem uma base de formação reduzida mas, por outro lado, as jogadoras têm a tendência para continuar a praticar a modalidade até mais tarde, sendo por isso a modalidade colectiva com mais jogadoras no escalão sénior.
Ter quadros competitivos ajustados à evolução da modalidade, é algo a que temos direito e pelo qual todos devemos lutar, isto porque as entidades que são responsáveis por o fazer, não estão a cumprir a sua função e, não o fazendo, estão a obstar ao seu desenvolvimento. Agora, não temos moral para o fazer, se tivermos Clubes e treinadores a indicar atletas para as Selecções de Futebol de 11, talvez incluídos numa das redes de interesses que falei no início. Está na altura de nos deixarmos de hipocrisias. O Futsal precisa de união para chegar mais longe, e não de meros interesses individuais, que apenas valorizam o ego mas não nos levam a lado nenhum.
Dedicado a todos os que sonham e lutam por um Futsal Melhor!
Fernanda Piçarra
Treinadora de Futsal Feminino
7-3-2009
NA SEMANA EM QUE FOI APROVADO O NOVO PROJECTO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA MULHERES E DESPORTO, O JOGO DAS RAPARIGAS, NÃO PODEMOS DEIXAR DE AGRADECER A TODOS OS QUE DÃO BRILHO AO FUTSAL FEMININO
BEM HAJAM E BOM ANO!!!
Aprovado o novo projecto da Associação Portuguesa Mulheres e Desporto
Designado o Jogo das Raparigas, este projecto a nível nacional tem como finalidade contribuir para o aumento da participação das raparigas e mulheres no futebol/futsal através de três eixos interligados e complementares de intervenção:
- o combate à invisibilidade, às barreiras culturais e aos estereótipos, através de uma campanha centrada na apropriação e na prática deste desporto pelas raparigas, procurando influenciar positivamente as jovens adolescentes mas sobretudo as suas famílias, os órgãos de comunicação social e agentes desportivos, nomeadamente do futebol/futsal;
- o empoderamento das raparigas e mulheres, numa perspectiva de consciencialização dos seus direitos, promovendo oportunidades de participação, de organização e de desenvolvimento das suas competências de liderança, bem como o aumento da prática desportiva;
- a sensibilização de públicos estratégicos: dirigentes de clubes, de associações distritais de futebol, de eleitas/os do poder local, para a necessidade de promover medidas e programas específicos que apliquem o princípio da igualdade e da não-discriminação; o projecto é também dirigido às escolas e docentes de Educação Física para a necessidade de apoiar as jovens alunas na aprendizagem do futebol/futsal e apoiar a sua prática continuada.
CLIQUE AQUI PARA ACEDER AO DOCUMENTO NA TOTALIDADE! ATENÇÃO AOS CLUBES COM FUTSAL FEMININO! FAÇAM-SE REPRESENTAR!
No início de Outubro, no Cantinho do Futsal, tive oportunidade de questionar João Morgado, vogal da AF Lisboa para o Futsal, sobre o porquê de não haver Supertaça de Futsal Feminino na Associação de Futebol de Lisboa.
A Supertaça na AFL é uma competição recente e, foi apenas disputada duas vezes, no escalão sénior Masculino (a primeira até foi ganha pelo CRCQL :) ).
Desta "conversa" ficou o compromisso de se propor a competição também para o Feminino. Leiam AQUI!
Era importante que todos nós estivessemos atentos aos próximos desenvolvimentos e questionássemos aos responsáveis dos Clubes, que são os que votam nas Assembleias Gerais (AG), se estão atentos e se irão votar a favor.
São pequenos passos que se dão mas, que a pouco e pouco, podem mudar determinadas mentalidades.
A Proposta de alteração de estatutos da Federação chumbou. Dia 27, Governo vai ver os que não cumprem a legislação. Suspensão ou cancelamento da utilidade pública podem ser aplicados.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) continua fora da lei e arrisca perder o estatuto de Utilidade Pública desportiva. Tal poderá significar, em caso de aplicação do "castigo máximo" - a suspensão total - a perda do reconhecimento das selecções nacionais, a inibição de organizar todo o tipo de competições, entre outras consequências.
A uma semana do final do prazo (dia 26) para as federações adaptarem os seus estatutos à nova legislação - Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD) - a FPF foi "traída" por alguns dos seus associados. Ontem, as associações, em Assembleia-Geral, rejeitaram o novo modelo de estatutos proposto pela direcção da Federação, numa clara oposição RJFD. É que entre as alterações reprovados incluía-se a perda de representatividade das associações distritais e regionais, passando de 55 % dos votos para 35.
Se durante a próxima semana, as associações não cederem - o cenário mais provável - a FPF ficará sujeita a um inquérito, da responsabilidade do secretário de Estado do Juventude e do Desporto, Laurentino Dias. O governante irá analisar individualmente, a partir do dia 27, os processo de alteração de estatutos de todas as federações. E para os incumpridores a consequência máxima poderá ser a suspensão total da utilidade pública (artigo 21, do Decreto-lei nº 248-B/2008), que pode ter como efeito a suspensão da actividade desportiva das federações em causa . No entanto, a lei também confere a suspensão parcial, assim como o cancelamento deste estatuto por um período determinando, dando-lhe um tempo para se adaptar à legislação. Contactada pelo DN, a secretaria de Estado da Juventude e do Desporto recusou comentar o que se passou na AG da FPF, limitando-se a afirmar que no final do prazo "o Governo irá verificar quais as federações que cumpriram a lei, actualizando os estatutos, e as que não cumpriram".
O projecto da Federação que ontem foi rejeitado recebeu apenas a aprovação da Liga de Clubes, da associação de Aveiro e dos sindicatos de jogadores e treinadores. Gilberto Madaíl, presidente da FPF, já disse que não vai apresentar outra proposta, mas manifestou a disponibilidade em "trabalhar em conjunto" para que possa ser elaborado um novo projecto.
A curiosidade é a palavra que muitos usam para seguir os acontecimentos que se seguem em ... ANO DE ELEIÇÕES. Pela nossa parte, além de curiosas estamos, ATENTAS, MUITO ATENTAS!
Esta semana enviei uma carta aos Presidentes da Direcção e da AG da FPF, bem como, aos presidentes de todos os Sócios da FPF com o seguinte texto:
FERNANDA MARIA GUERREIRO PIÇARRA
CENTRO RECREATIVO E CULTURAL DA QUINTA DOS LOMBOS
Exmo. Senhor Presidente dxxxx
(Nome)
Tendo conhecimento de que no próximo dia 18 de Julho se realizará a Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em cuja ordem de trabalhos figura a alteração aos Estatutos vimos, por este meio, pedir a melhor atenção de V. Exa. para algo, que no nosso entendimento, poderá melhorar esta proposta no sentido do cumprimento do artigo 3º «Neutralidade e não discriminação».
Na proposta agora apresentada são previstas as competições organizadas pela FPF (Artigo 86º. Competições). Nas competições de Futsal, alíneas a) a h) do ponto 4, Artigo 86º, a Taça de Portugal Feminina é a única competição prevista de âmbito nacional.
Ora, quando comparada com outros desportos nos escalões sénior e júnior, o Futsal é a modalidade colectiva feminina mais praticada em Portugal; existem 270 clubes com equipas femininas distribuídos por 19 Associações Distritais de todo o país, e que acolhem cerca de 4.000 atletas.
O número de atletas no escalão sénior feminino, que representa 59% do total, justifica a existência de um Campeonato Nacional neste escalão. O surgimento de uma Taça Nacional de Juniores Femininos iria fomentar o aparecimento de campeonatos distritais de juniores femininos em mais Associações Distritais, para lá das actuais 6 Associações, e assim aumentar o número de atletas nos escalões de formação.
A evolução do Futsal depende também do ajustamento dos quadros competitivos femininos que levem à excelência.
Sendo assim, e de forma a cumprir o princípio da não discriminação enunciado no Artigo 3º da proposta de Estatutos e, ao mesmo tempo o de fomento e desenvolvimento da prática da modalidade enunciados no Artigo 2º, propomos que no nº 4 do artigo 86º sejam acrescentadas as seguinte alíneas:
i) Campeonato Nacional de Seniores Femininos
j) Taça de Portugal de Juniores Femininos
Neste sentido, solicitamos a V. Exa. que, em prol do desenvolvimento do futsal feminino, se associe a estes motivos e possa apresentar à Mesa da Assembleia Geral da FPF esta proposta de alteração do Artigo 86º.
Com os nossos cumprimentos
Lisboa, 14 de Julho de 2009
As/os proponentes
André Filipe Damasceno Teixeira – Treinador dos Restauradores Avintenses – AF Porto António Manuel Pereira – Director Geral – AD Fundão – AF Castelo Branco Bruno Celso Pereira Neto – Treinador – Centro de Estudos de Fátima – AF Santarém Catarina Alexandra Cancels Cardoso – Jogadora Internacional de Futsal Catarina Alexandra Ferreira da Silva – Jogadora Internacional de Futsal Daniela Rute Chaves Gomes da Costa – Treinadora da Escola de Gondomar – AF Porto Fernanda Maria Guerreiro Piçarra – Treinadora do CRC Quinta dos Lombos – AF Lisboa Francisco Paiva – Treinador do Vermoim – AF Braga João Filipe Almeida Monteirinho Bico Soares – Treinador do GDR Vilaverdense – AF Coimbra Jorge Manuel Antunes Vieira – Presidente do CRC da Quinta dos Lombos – AF Lisboa Marisa Manuela Soares Lima – Jogadora Internacional de Futsal Manuel José Mesquita Rodrigues - Treinador dos Pioneiros de Bragança – AF Bragança Randolfo Silva Antunes Santos – Presidente do CCD de Veiros – AF Aveiro Regina de Fátima Ruivo Seixas Martins – Treinadora da AD Flaviense – AF Vila Real Teresa da Conceição Figueiras Jordão – Treinadora CR Golpilheira – AF Leiria Vitor Manuel Monteiro Santos – Treinador do Padernense – AF Algarve
O seminário da Fifa sobre o futsal terminou sexta-feira (15/5), o evento ocorreu na sede da entidade, em Zurique, na Suíça, e envolveu representantes de cerca de 40 países. De acordo com a Fifa, o encontro, que teve início na quarta-feira (13/5), ajudou a entidade a entender as necessidades das associações em relação ao desenvolvimento do futsal.
Após ouvir vários representantes dos países e continentes, a Fifa comprometeu-se a anunciar medidas para atender as necessidades expostas.Temas como a criação de novas competições, mudanças de regras, intercâmbio entre os países, etc, foram discutidos no seminário, que antecede o 59º Congresso da Fifa, que ocorrerá nos dias 2 e 3 de Junho, em Nassau, nas Bahamas.
Um dos membros do Comité de Futsal e Beach Soccer da Fifa, Álvaro Melo Filho, falou sobre os resultados do encontro em Zurique.O jurista, que também é vice-presidente geral da Confederação Brasileira de Futebol de Salão – Futsal (CBFS), destacou o excelente momento vivido pelo futsal em todo o planeta. “O facto de termos a realização deste seminário mostra que a modalidade não é apenas um subproduto do futebol, pelo contrário”, explanou o dirigente. “Agora precisamos agir em conjunto. Associações e confederações precisam caminhar em uma direcção única, evitando conflitos internos”, complementou. Sobre a criação de novas competições, como a Copa do Mundo de Futsal Feminino ou sub-20, Álvaro Melo Filho, diz-se animado. “A Fifa aceitou bem a ideia de ampliarmos o leque de campeonatos mundiais para o futsal. Aliás, o futuro da modalidade depende da criação de novas competições para formarmos cada vez mais atletas e popularizarmos ainda mais o futsal”, explicou.
Olimpíadas A inclusão do futsal no programa dos Jogos Olímpicos pode ganhar um novo aliado. Isto porque a Fifa deve anunciar durante seu congresso a mudança da idade limite para as selecções masculinas de futebol em Olimpíadas, passando de 23 anos, para 21 anos, sem direito à inclusão de atletas com idade superior, como ocorreu até os jogos de Pequim, no ano passado.De acordo com Álvaro Melo Filho, este factor pode ser decisivo para o futuro de ambas as modalidades nas olimpíadas. “A Fifa está a proteger o seu principal produto, que é a Copa do Mundo. Com a adopção deste limite o interesse pelo futebol nas olimpíadas tende a cair muito, em uma avaliação pessoal, esta pode ser a grande chance do futsal. Claro que isto depende de conjunturas políticas e não é algo tão simples”.
fonte:www.futsaldobrasil.com.br
JULIA PINDADO HABLA SOBRE EL CONGRESO DE ZURICH FONTE: www.futsalfemenino.es.tl el Thu May 21 at 9:21 pm Uhr
Entrevista a la presidenta de la ACFSF tras su intervención en el Seminario de Fútbol Sala organizado por la FIFA Julia Pindado dio a conocer la situación actual del fútbol sala femenino español 21/05/2009
Los pasados 13, 14 y 15 de mayo, la sede internacional de la FIFA situada en la ciudad suiza de Zúrich, acogió el “FIFA Futsal Seminar” , una cita encaminada a la puesta en común de ideas acerca de la actual situación del fútbol sala a nivel internacional. Entre los múltiples asistentes, con representantes de diversos organismos internacionales tales como la UEFA, FIFA, CONCACAF, Conmebol, OFC, etc.
Dña. Julia Pindado, presidenta de la ACFSF que acudió en calidad de experta en fútbol sala femenino, expuso la idiosincrasia particular y la realidad del fútbol sala femenino, así como también puso en conocimiento de los asistentes el actual modelo de gestión y promoción fútbol sala femenino en España. A modo genérico de las conclusiones obtenidas en el evento se coligió que el fútbol sala español tanto en la modalidad masculina como femenina es uno de los modelos de gestión más avanzados a nivel internacional, a tenor del espectacular avance en los últimos años tanto en sus competiciones domésticas como en el trabajo de cantera.
Entrevista a Julia Pindado P- ¿Qué balance harías de la participación en el FIFA Futsal Seminar?
R- “La experiencia ha resultado muy positiva tanto a nivel personal como vivencia, como más nivel profesional una vez que creo haber logrado transmitir y exponer la realidad del fútbol sala femenino, tal y como nos había solicitado previamente FIFA”.
P- ¿Consideras que desde el máximo organismo mundial del fútbol y del fútbol sala, como es la FIFA, se interesan por el futuro del fútbol sala femenino?
R- “Están intentando invertir más en el desarrollo del fútbol sala en términos generales y de forma progresiva están mostrando interés por realizar u organizar algún tipo de competición ya sea a nivel de clubes o de selecciones y de carácter internacional. En definitiva todos los miembros de otros organismos mostraron un gran interés por invertir más en el desarrollo de esta disciplina deportiva”.
P- Tras el encuentro, ¿en qué nivel se halla el fútbol sala femenino español en comparación con el resto de países?
R- “En estos momentos creo que España es el país con la competición más estructurada y desarrollada. Incluso Brasil se sorprendió del hecho puntual de que en nuestro país contemos con selecciones sub 18 y sub 16 territoriales. Somos el país con el fútbol sala femenino más desarrollado”.
P- ¿Qué te sorprendió en el Seminario del resto de países?
R- “Me quedo con el hecho de que en algunos países el masculino está incluso a años luz del español en algunos sitios lo están comenzando a introducir. En términos generales, tras este encuentro internacional, los diferentes organismos acabaron por comprender que el fútbol sala no es un competidor del fútbol once, sino una disciplina complementaria y con una serie de fundamentos técnicos y tácticos propios. Todos los asistentes se comprometieron a potenciarlo, creo que tras esta cita ha habido un cambio de mentalidad de países y asociaciones asistentes”.
P- ¿Qué conclusiones generales has sacado del Seminario?
R- “Creemos que a través de esta cita FIFA ha mostrado un gran interés en el fútbol sala, tanto en su modalidad masculina como femenina, y a lo largo de los tres días trabajamos en las diversas facetas del fútbol sala con el fin de intentar proyectar su evolución. En el caso del femenino, tanto las ponencias como las charlas han resultado bastante beneficiosas, sobre todo, por el hecho de hacerles llegar el mensaje de que tienen que desarrollarlo y potenciarlo y que de cara en el futuro podamos contar con competiciones en todo los ámbitos. Hemos intentado transmitir a FIFA tanto nuestro modelo como posibles soluciones para incrementar la popularidad del deporte”.
P- ¿Alguna propuesta concreta de cara al futuro más inmediato?
R- “Se propuso a los países menos desarrollados recibir desde España toda nuestra ayuda y apoyo, ya sea en forma de libros, estudios y vídeos explicativos, así como también nos ofrecimos para ayudarles a desarrollar el deporte y les dimos algunas de las fórmulas para potenciarlo desde los colegios hasta las universidades. Asimismo concretamos la necesidad de que desde las Federaciones de todos los países asistentes se buscasen las fórmulas para conseguir que los clubes puedan competir a nivel internacional”.
Entre los asistentes al evento, encabezado por el presidente de la FIFA, D. Joseph Blatter, acudieron el ex seleccionador absoluto español y responsable de las categorías inferiores del Real Madrid, D. Javier Lozano, el actual seleccionar absoluto, Venancio López, los responsables arbitrales de la FIFA, D. Jesús Rubio Cano y D, Pedro Galán, D. Miguel Ángel Sarriá Lucena, Vicepresidente del CNFS, y Dña. Julia Pindado, presidenta de la ACFSF que acudirá en calidad de Presidenta del Comité de Fútbol Sala Femenino de la RFEF.
Comentário: Tive oportunidade de falar telefonicamente com a Julia Pindado que me disse que houve muito interesse por parte das pessoas que estiveram no Seminário em saber qual a situação do Futsal Feminino na actualidade e, que embora não se tenham comprometido por escrito, tinha ficado a intenção de a curto prazo promover Torneios Internacionais para desenvolver a modalidade. Ficou também a mensagem para as pessoas ligadas ao Futsal Feminino em Portugal se unirem, lutarem e lhe fazerem passar a mensagem das suas reinvidicações. Fernanda Piçarra
A FIFA está a organizar, entre os dias 13 e 15 de Maio, em Zurique (Suiça), o Seminário Internacional de Futsal de 2009, onde serão debatidos diversos temas sobre a modalidade, tais como, as competições, a arbitragem, técnicas e tácticas, formação e futsal feminino.Para este encontro, o máximo organismo que tutela o futsal, convidou apenas sete países, que poderão incluir nas suas comitivas um responsável federativo, o Seleccionador Nacional e um responsável pela arbitragem. A Espanha será o único representante europeu, enquanto que Brasil, Guatemala, Líbia, Ilhas Salomão, Irão e Japão, completam o lote restrito de países presentes.
É com alguma curiosidade e ansiedade que aguardamos o desfecho deste seminário, de referir a presença de Julia Pindado, Presidente da Associação de Clubes de Futsal Feminino Espanhola. Esperemos que ela traga boas novas para a modalidade.
..."RCA: Agora em relação ao futsal, mais concretamente na vertente feminina, considera que deveria haver um campeonato nacional para esta modalidade?
Costa Pereira: Já há muito tempo que deveria haver um campeonato nacional de Futsal Feminino. Por exemplo, para a AD Flaviense, não é motivador competir no distrital, são campeões há vários anos, e deveriam participar noutro tipo de campeonatos, porque muitos dos nossos pavilhões não possuem as condições que eles merecem. Alguns dirigentes e jogadores exigem outros requisitos para esta modalidade, mas temos que reconhecer que muitos campos não têm sequer um cronómetro, e a culpa não é da associação, mas se querem apresentar propostas, então que se apresentem nas reuniões gerais, coisa que muitos não fazem..."
Fonte: RCA Desporto. Ler AQUI a entrevista na íntegra.
VERIFIQUE QUAIS AS MODALIDADES PARTICIPANTES: AQUI!
HÁ UMA FEDERAÇÃO QUE NÃO PARTICIPA NO GÉNERO FEMININO, ESTÁ TENTAR ADIVINHAR? ACERTOU! POIS É ESSA MESMO...
QUAL É A PALAVRA QUE LHE VEM À CABEÇA? DI........ÇÃO?
O QUE É QUE ESTÁ A PENSAR FAZER PARA MUDAR ESTA SITUAÇÃO?
A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA A MULHER E O DESPORTO ESTÁ A PREPARAR VÁRIAS ACÇÕES PARA DENUNCIAR ESTA SITUAÇÃO!
PEDIMOS PARA QUE TODAS AS EQUIPAS DOS CLUBES PARTICIPANTES NA TAÇA NACIONAL DE FUTSAL FEMININO DÊEM OS SEUS CONTACTOS PARA QUE POSSAMOS FAZER UMA ACÇÃO CONCERTADA (EM CONJUNTO COM O FUTEBOL DE 11 FEMININO) PARA DENUNCIAR ESTA SITUAÇÃO, JÁ NA PRIMEIRA JORNADA, DIA 1 DE MAIO.
PRÍNCIPIOS BÁSICOS DOS JOGOS DA LUSOFONIA Jogos de referência em matéria de Cidadania e Igualdade de Género
Os Jogos serão em toda a linha social, cultural e desportiva uma janela de oportunidades para promoção e desenvolvimento de um clima aberto de cidadania com repercussão na prática corrente de comportamentos solidários à igualdade de género, respeito mútuo e saudável confraternização. A cooperação institucional com entidades públicas e privadas apontará recomendações para uma caminhada que tem muito a construir no campo do desporto.
Não tenho por hábito vir a este espaço escrever, embora seja um leitor muito atento em relação a tudo o que se passa neste site, até porque considero que se trata de um espaço privilegiado para os adeptos e amantes do FUTSAL poderem reflectir e debater ideias (mais ou menos valiosas) que visam a melhoria e o desenvolvimento da modalidade.
Quando se fala no desenvolvimento desportivo da modalidade, subentende-se a adopção de estratégias e politicas desportivas que procuram o fomento, o “INCENTIVO e ESTIMULAÇÃO”, dos praticantes com vista a um crescimento sustentado e potenciar a médio e longo prazo, qualidade de recursos que levem as selecções e os diferentes campeonatos a terem um maior impacto junto das populações e um maior reconhecimento junto da sociedade.Tais politicas não se devem centrar apenas nas modalidades mediáticas (caso do Futebol), que na minha opinião acabam por não ter grande necessidade desse tipo de politicas, uma vez que, o seu natural mediatismo leva a uma afectação natural de recursos e de praticantes que, per si, já vão sendo autosustentáveis. Tudo isto se resume a politica e estratégia, não só a nível Federativo como também a nível Governamental e dos meios de comunicação social.Esta pequena introdução serve para enquadrar e introduzir o motivo deste texto e da minha indignação enquanto adepto e amante do FUTSAL.
Fiquei algo perplexo quando esta semana li na comunicação social que a Federação Portuguesa de Futebol decidiu criar a Selecção B (Sub-21) de Futebol, com os argumentos que passo a citar “Espero que seja uma boa oportunidade para incentivar e estimular estes jogadores, que estão aqui connosco, para passar uma mensagem que a Selecção está atenta às exibições e ao trabalho que estão a desenvolver e, sobretudo, deixar uma mensagem de trabalho e preocupação com aquilo que tem de ser a construção do nosso futuro”. Tais argumentos são legítimos e percebo que o Prof. Carlos Queirós apresente estas ideias e que a Federação prontamente desenvolva este projecto. Certamente irá envolver inúmeros recursos financeiros, humanos e materiais. A minha perplexidade vem no seguimento da politica adoptada pela mesma Federação para a MODALIDADE do FUTSAL onde não quiseram criar a mesma selecção de SUB-21 (que teve um campeonato da Europa a relativamente pouco tempo), com o argumento da a falta de recursos financeiros por parte da FPF, o que agora não se veio a verificar, surgindo os recursos necessários.Não será legitimo o Futsal ser alvo de semelhantes projectos, principalmente porque se formos a fazer uma comparação de orçamentos entre as duas modalidades, facilmente notamos que os recursos afectos a estes projectos no Futsal são substancialmente mais baixos do que para o Futebol 11.Mais, outro dos argumentos apresentados na conferência de imprensa foi “o que pretendemos com este estágio, é criar oportunidades para estes jogadores estarem com a selecção, treinarem, estarmos juntos, ganharem aquele sentido de família e de solidariedade´. Depois de ler estas declarações, mais questões se levantam, será que os atletas do Futsal não terão semelhantes necessidades? Será que o pouco grau de profissionalismo que existe em Portugal para os atletas de Futsal, não teriam mais necessidade deste tipo de projectos e iniciativas, com vista a promover uma maior adaptação ás exigências e rigores do que é representar uma selecção nacional?
É interessante ouvir o Seleccionador Nacional de Futebol 11 a dizer que é preciso “Criar mais oportunidades para mais jogadores ganharem experiência internacional, para que a curto, médio e longo prazo a Selecção Nacional – Clube Portugal possa beneficiar desta capitalização de experiências.”. Para os menos atentos, este argumento parece valido, mas não nos podemos esquecer que o futebol 11 tem selecções nacionais de diferentes camadas jovens, existem jogadores nos escalões de formação que já tem contratos profissionais e o próprio grau de profissionalismo desses escalões de formação nos clubes, já é extremamente elevado. Será que realmente existe esta necessidade? Poderia tentar comparar a realidade do Futebol 11 com o Futsal, mas estaria a cair no ridículo, tendo em vista a disparidade das realidades a nível de selecções jovens (no futsal são inexistentes), bem como a realidade dos clubes, onde apenas temos quatro clubes profissionais (no escalão sénior).
Posto isto coloco uma questão, qual das modalidades necessita de maior apoio e incentivo para promoção da modalidade? Qual das modalidades necessita mais de criar espaços que promovam experiência competitiva internacional para os jovens atletas?Para terminar esta reflexão, pego em mais uma citação do Prof. Carlos Queirós que diz que o projecto da selecção B visa a criação de “alternativas, para não estarmos dependentes, como no passado, de um ou outro jogador que faça a diferença.” Pois bem, penso que o Futsal tem uma necessidade ainda mais urgente desde tipo de projectos, claro está se a politica da FPF for de promover e desenvolver esta modalidade, isto porque, a nossa selecção de Futsal está cada vez mais velha e os recursos ao dispor do nosso seleccionador são escassos tendo em vista o nível competitivo que esta modalidade tem a nível internacional. Tal situação tem levado a que o seleccionador Orlando Duarte tenha que recorrer a jogadores brasileiros naturalizados (não está em discussão se tem qualidade ou não), correndo o risco da nossa selecção se tornar numa “terceira selecção Brasileira” (à imagem do que se passa com a Itália), isto claro, se quisermos continuar a ter a projecção mundial que temos nesta modalidade.Não quero que se pense que sou anti-Futebol 11, este tipo de projectos são de louvar e são extremamente importantes, mas a FPF deverá ajudar todas as modalidades que estão na sua dependência de uma forma equitativa, e procurar o desenvolvimento sustentado das mesmas. Torna-se urgente que a FPF, invista numa modalidade que tem uma grande aceitação junto da sociedade e que tem tido um crescimento exponencial nos últimos anos que mais nenhuma outra modalidade teve, muitas vezes contra-ciclo em relação ás preocupações da FPF.
Anónimo em o Cantinho do Futsal
"...De facto, o que transmites são verdades incontornáveis.Todavia, todos os aspectos de estrutura e organização que são mencionados, ´esbarram´ na atitude dos clubes.Não tenhamos duvidas que a prioridade da FPF é, e sempre será o FUT11, até porque gera incomparavelmente mais receitas que o Futsal.Tendo em atençaõ esta ´variavel´, a FPF e as Associações só vão ´apostar´ um pouco mais no Futsal com ´pressão´ e principalmente ´com participação´ dos clubes.
Participei em todas as Assembleias Gerais (ordinárias e extraordinárias) realizadas na AFLisboa nos ultimos 4 anos.Em todas essas ocasiões não assisti a NENHUMA proposta, NENHUMA sugestão, NENHUM ´input´ de NENHUM clube.NADA existiu nos ultimos 4 anos, excepto o ´chato´ do João Morgado, em representação de um clube muito pequenino do Lumiar, que sempre ´levou´ para todas elas propostas, inclusivé muitas delas aprovadas.
Desde então, apenas EU impertiguei a AFL com a criação de Regulamentos de Provas, com Faxes e emails quando os Regulamentos não eram cumpridos, com ´exigências´ estatutárias que solicitava nas Assembleias Gerais e muitas outras coisas que não vale a pena agora falar nelas.Tanto, mas tanto ´os impertiguei´, que me convidaram para ´lá´. Não será para me ´baixarem a voz´, isso garanto, mas o importante aqui passar é que NADA SE FAZ SEM QUE OS CLUBES QUEIRAM, NADA SE FAZ SEM A SUA PARTICIPAÇÃO E TUDO SE VAI MANTER SE OS CLUBES NÂO INTERAGIREM PARA QUE O CENÁRIO SE ALTERE.
Eis as Declarações do Seleccionador Nacional de Futsal Masculino Espanhol:
El seleccionador nacional absoluto de fútbol sala José Venancio López, es el máximo responsable de todas y cada una de las selecciones de este deporte, incluida la femenina, en la que el seleccionador femenino Arsenio Pascual es un colaborador más que trabaja para la RFEF, por lo tanto José Venancio López es quien toma la última palabra en los aspectos relacionados con la selección femenina, el seleccionador habló en la Copa de España de Granada, para minuto90.com de la situación de la selección española fútbol sala femenino, que tan escasa actividad tiene comparada con el masculino, que tiene una concentración mensual.
Así que explicó los motivos de estas diferencias, "las competiciones están en función de las posibilidades que tenemos. Se intentan que haya competiciones femeninas y que sean parecidas a la sub21, dos o tres concentraciones al año. Hicimos la de noviembre, ahora tenemos el Cuatro Naciones de Logroño y estamos estudiando la posibilidad del Mundialito Femenino, pero no depende sólo de nosotros, nuestra intención es promoverlo e intentar organizarlo, si cabe la posibilidad. Pero quien tiene que decidir si se puede llevar a cabo es el comité ejecutivo de futsal de FIFA, hay un congreso en la primera semana de mayo y es posible que se pueda tomar la decisión para llevar acabo ese Mundialito Femenino. También es verdad que llevamos seis meses intentando buscar rivales para jugar con la selección femenina y no se encuentran, hay selecciones que dicen quieren jugar, pero hemos circulado invitaciones a 27 países y no sólo no han venido, incluso otros no han contestado. De momento sólo tenemos a Holanda y Ucrania para jugar el Cuatro Naciones y Portugal que está estudiándolo. Por lo tanto y por mucho que se diga no hay selecciones para competir y lógicamente eso hace que nosotros no podamos tener rivales, si no, es imposible competir".
Opinião:
Se não faz sentido promover a prática de uma modalidade e depois não ter Clubes/Entidades para acolher as jovens que a queiram praticar (é como fazer uma estrátégia de Marketing fantástica e depois não ter o produto no mercado...) também me parece inconcebível ter uma modalidade colectiva, que no escalão sénior é a mais praticada, sem uma referência fundamental que é a selecção Nacional.