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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

ENTREVISTA COM A INTERNACIONAL SÉNIOR FEMININA DE FUTSAL: JOANA MEIRA

Joana Meira tem 22 anos e iniciou a prática de futsal aos 8 anos no CRC Quinta dos Lombos. Pelo clube foi campeã distrital de juniores, campeã distrital de seniores, vencedora da Taça Nacional, Vencedora da Taça de Portugal e chegou a internacional. 
Em Setembro de 2015 concluiu também a sua licenciatura de Gestão de Empresas Turísticas na ESTHE.
 Chegou a hora de ouvir o que nos tem para dizer,


1) O que representa para ti ser aos 22 anos a jogadora mais antiga do futsal do CRC Quinta dos Lombos?


JM - É sem dúvida um enorme privilégio. A minha mãe jogou no clube, o meu pai é treinador no clube, a minha irmã é atleta do clube..acho que isto explica muito do que os Lombos representam para mim! Mais do que um clube, é uma família e é um orgulho poder vestir a camisola do Lombos há tanto tempo.


2) No ano passado foste ao Mundial com a seleção nacional feminina de futsal. Consegues descrever o sentimento de ser internacional? Que conselhos dás à Nina e à Maria? Queres deixar uma mensagem à seleção que se prepara para fazer dois jogos com a Espanha?


Ser internacional sempre foi um dos meus objectivos pessoais enquanto atleta e ter ido ao mundial o ano passado foi simplesmente incrível. Poder representar o meu país a fazer aquilo que mais gosto (jogar “à bola”) é uma sensação inexplicável e vou continuar a trabalhar e a dar o meu melhor para poder voltar a fazê-lo. Às minhas colegas de equipa, Nina e Maria, digo-lhes para tirarem o maior proveito daquilo que irão passar nestes dias a representar a selecção nacional e desejo-lhes a maior sorte do mundo. Têm todo o mérito por terem sido convocadas e tenho a certeza que irão representar-nos da melhor forma! A Espanha é uma das melhores seleções a nível mundial e, apesar de Portugal já ter demonstrado que está ao seu nível, deverão ser rigorosos no trabalho que irá ser feito durante o estágio. Força Portugal!




3) Como é que analisas o início de época da equipa?

Como se sabe houve muitas mudanças da época passada para esta nova época, por isso quem optou por ficar na equipa, sabia que iríamos ter de trabalhar muito para atingir os objectivos pretendidos. Penso que esse trabalho está a ser feito e tem sido visível de jogo para jogo, podendo os resultados falar por si: duas vitórias em dois jogos. No entanto, temos perfeita noção que ainda temos um longo caminho a percorrer e que não nos podemos acomodar aquilo que já foi feito. Cada uma tem de dar o melhor de si e continuar a trabalhar em prol da equipa, pois sei que o nosso grupo é único e se continuarmos unidas e focadas no mais importante, tenho a certeza que vamos fazer uma boa época!



4) Queres enviar uma mensagem aos nossos adeptos?

Peço que apoiem a equipa da melhor forma que conseguirem! Contamos com todos vocês durante a época que nos espera. Estejam sempre lá para nos dar força e acreditem nesta equipa como nós acreditamos!!




Joana Meira, 25-9-2015

sábado, 8 de março de 2014

HOJE O JORNAL DE NOTÍCIAS DESTACA AS EQUIPAS CAMPEÃS NACIONAIS FEMININAS E... AS LOMBITAS ESTÃO LÁ!




A ENTREVISTA NA TOTALIDADE COM FERNANDA PIÇARRA - por Arnaldo Martins
Nome completo do clube: CENTRO RECREATIVO E CULTURAL DA QUINTA DOS LOMBOS
 Data de fundação: 02.06.1975 - Publicação e constituição do CRCQL em Diário da República a 18.08.1978
 Número de sócios:  1.825
Principais Títulos:
Futsal Séniores Femininos
- Taça de Honra AF Lisboa - 2013-2014
- Taça Nacional Feminina de Futsal - 2012-2013 
- Campeonatos Distritais AF Lisboa - 2008/2009 - 2010/2011 - 2011/12
- Supertaça AF Lisboa - 2010/2011 - 2011/12

1 - Como vê a maior adesão e presença do sexo feminino nas mais diversas modalidades?
A prática feminina teve um grande aumento nas ultimas décadas naturalmente porque a participação da mulher na sociedade tem sido cada vez mais activa, no entanto, se tivermos em conta a taxa de feminização esta era ainda apenas 25% em 2009 (Dados do IDP). Temos ainda um grande caminho a percorrer.

2 - Houve alguma mudança de mentalidades? 
A mudança leva muito tempo. Há cerca meio século a mulher nem votar podia. O aumento da participação da mulher no desporto é importante em todas as suas vertentes,  há modalidades com mais aceitação do que outras por parte dos familiares das jovens,  há ainda muitos estereótipos por ultrapassar. Para mim tudo começa na escola, demonstrando às crianças que não há desportos de homem e tarefas de mulher e vice-versa, por exemplo.  

3 - No caso dos Lombos, como caracteriza a equipa e o espírito que existe no balneário?
O CRC Quinta dos Lombos é essencialmente uma equipa de trabalho e vocacionada para o colectivo. O espírito de grupo é enorme e as atletas têm a noção de que "vestir a camisola" é uma grande responsabilidade.

4 - Qual a sua ligação ao clube e atuais funções? Quantas horas dedica por dia ao clube?
Estou no clube desde 1998, actualmente sou coordenadora da secção de futsal feminino e treinadora da equipa B. 
O Clube tem 4 equipas femininas federadas e uma equipa de infantis que participa em encontros informais. Actualmente é o clube com mais jogadoras inscritas na FPF na modalidade de futsal. Para além disso ainda sou responsável pela comunicação. Temos um blogue com quase 440.000 visualizações, temos vídeos resumo e fotos de quase todos os jogos de todas as equipas, temos ainda mais de 5.000 fãs no facebook e twitter. São muitas horas diárias dedicadas por paixão e fá-lo-ei enquanto o meu marido me apoiar da forma que o faz e conseguir estar rodeada de pessoas fantásticas como tenho tido a sorte e o privilégio de trabalhar até agora.

5 - As atletas são remuneradas? Conciliam a atividade desportiva com o trabalho?
As atletas recebem uma verba para as deslocações que não cobre a totalidade das despesas que elas têm. São pessoas extremamente bem formadas, a maioria com um curso superior, posso dizer que são profissionais dentro do amadorismo. Fazem três treinos por semana, à segunda-feira treinam das 22h às 23h30, chegam a casa tardíssimo mas fazem-no porque são exigentes com elas próprias e sabem que se quiserem vencer terão de o fazer. Nada nos foi dado, tudo foi conquistado com muita dádiva e sacrifício da vida pessoal.

6 - Quais são os objetivos do clube a curto, médio e longo prazo?
Infelizmente não conseguimos fazer grandes planeamentos. Dada a escassez de meios financeiros, pela pouca visibilidade da modalidade no feminino, dependemos muito da boa vontade das pessoas em se darem e quererem ajudar porque se identificam com o projecto. Temos jogadoras da equipa sénior A e ex-jogadoras que nos ajudam com as equipas de formação e, graças à sua entrega, conseguimos manter uma identidade própria e uma mística. Ser "Lombita" é um pouco de tudo isso. Cada jogadora sénior tem uma "afilhada"  nas equipas de formação. O que posso afirmar com mais certeza é que o grande objectivo é continuar ter uma identidade e afirmá-la cada vez mais, se o conseguirmos, seremos cada vez mais unidas e consistentes consequentemente isso repercutir-se-á na qualidade do trabalho a fazer no dia a dia porque as atletas e técnica(o)s se irão identificar mais com ele.

7 - Acredita que um dia poderá haver profissionalismo no setor feminino, no que diz respeito ao futsal?
Existem apenas duas equipas profissionais masculinas de futsal, o Sporting e o Benfica. A cultura desportiva do nosso país baseia-se no clubismo. Se o Sporting, Benfica e Porto tiverem equipas há visibilidade, se não tiverem não é notícia e não tem audiência. Isso parece ser uma premissa para tudo e para todos, a não ser que haja grandes marcas ou empresas que se interessem por uma modalidade (Surf, Ténis...). Fazer do desporto uma questão cultural terá de ser sempre uma decisão política. O desporto faz bem, o desporto dá-nos valores mas em 95% dos casos não dá dinheiro. Se o lazer for um dos grandes sectores de actividade do futuro, se as pessoas têm o direito a fazer da prática desportiva uma profissão, há que pensar sobre a forma de criar condições para que isso aconteça com espectáculos que tenham publico e audiências gerando assim postos de trabalho e capacidade para angariar patrocínios. 
Entretanto era importante dar condições de treino às atletas (bons técnicos, equipamentos, horários, instalações, transportes, apoios médicos e de fisioterapia), insistir na sua formação, dar apoio e estimular  as empresas para que empreguem atletas e técnicos de "alta" competição. O desporto e a cultura podem e devem ajudar a mudar a nossa "enferma" sociedade, no sentido de valorizar o que as pessoas gostam de fazer de forma a que se sintam bem com elas próprias.

8 - O público adere ao desporto feminino?
Quando há qualidade aliada a uma boa promoção há publico. No III Mundial Feminino de Futsal disputado em Dezembro de 2012, em Oliveira de Azeméis, houve essas duas componentes e o resultado foram um Pavilhão a abarrotar e audiências na TV absolutamente fantásticas.

"...O III Mundial de Futsal Feminino colocou uma vez mais à prova a capacidade organizadora da Federação Portuguesa de Futebol. O sucesso do evento a nível desportivo e organizativo terá contribuído decisivamente para a integração desta competição no seio da FIFA, que seguiu atentamente o desenrolar das operações em Oliveira de Azeméis entre os dias 2 e 9 de dezembro.


Ao longo dessa semana passaram 24 mil espectadores pelos dois pavilhões que albergaram jogos da competição. Cada partida teve em média 900 pessoas a assistir, mas em várias, nomeadamente as que envolveram a Seleção Portuguesa, houve casa cheia. A adesão à transmissão televisiva de três jogos também atingiu números assinaláveis, com a final Portugal-Brasil, de dia 9, a cotar-se como o programa mais visto da RTP 2 nesse domingo. Cerca de 350 mil telespectadores seguiram o desafio, e nalguns momentos a audiência aproximou-se dos números obtidos pelos outros canais generalistas e abertos. O desempate por grandes penalidades entre Portugal e Espanha, na meia-final, ultrapassou os 400 mil espectadores..." Fonte FPF


9 - O título nacional da época passada foi especial?
Todos os títulos são especiais. Nas duas épocas anteriores tínhamos sido finalistas vencidas. Fomos para a final-four como outsiders, ninguém considerava a nossa equipa favorita. Foi uma competição disputada até ao ultimo segundo, acabámos o nosso jogo e tivemos de estar à espera do resultado final do outro que se disputava à mesma hora. Foram sentimentos indescritíveis, chegar ao cimo da montanha após 15 anos de trabalho de tanta gente, o título foi daquelas atletas e daquela equipa técnica mas também de todos e todas que contribuíram ano a ano para que lá chegássemos.

10 - A nível de apoios, como sobrevive a secção? 
A Câmara Municipal de Cascais contribui com as inscrições e os transportes a nível nacional, a Resul - Equipamentos de Energia, SA tem sido a nossa parceira nos últimos três anos, a Junaman - Exportações tem um acordo connosco no sentido de apoiar o gabinete de fisioterapia, o Restaurante Estrela do Mar na Praia de Carcavelos apoia-nos há dois anos, as jogadoras da formação pagam uma mensalidade, fazemos eventos e rifas de forma a angariar mais meios financeiros. Qualquer pessoa e entidade pode ajudar dando donativos e beneficiando fiscalmente do Estatuto de Utilidade Publica Desportiva do CRC Quinta dos Lombos. Além disso, ainda estamos à procura de uma parceria para o naming que ajudaria em muito a equilibrar o nosso reduzido orçamento.

HOJE O CRCQL ESTÁ DE PARABÉNS POR FAZER A DIFERENÇA E APOSTAR NO DESPORTO NO FEMININO!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA À RITA PALMA (WOODY)

A Rita foi operada, infelizmente a gravidade da lesão ainda era maior mas... correu tudo bem e agora é recuperar. Força Woody!


Nome: Rita de Lima Palma

Alcunha: Woody

Data de Nascimento: 05-01-1988

Profissão/Habilitações Literárias: Mestrado de Arquitectura

Curriculum Desportivo (Clubes e Selecções):

1999/2000 - C.D.R. Airense (Aires, Setúbal)
2000/2001 - Atlético de Santa Maria (Setúbal)
2001/2002 - Atlético de Santa Maria (Setúbal)
2002/2003 - G.D.R. Bairro do Liceu (Setúbal)
2003/2004 - G.D.R. Bairro do Liceu (Setúbal)
                  Selecção Distrital (Fut7) Sub 17
2004/2005 - G.D.R. Bairro do Liceu (Setúbal)
                   Selecção Distrital (Fut7) Sub 17
                   Selecção Distrital (Futsal) Sub 20
2005/2006 - G.D.R. Bairro do Liceu (Setúbal)
                   Seleccão Distrital (Futsal) Sub 19
2006/2007 - G.D.R. Águias de São Gabriel (setúbal)
2007/2008 - S.L.Benfica
2008/2009 - Quinta dos Lombos (Campeã Distrital)
2009/2010 - Quinta dos Lombos
2010/2011 - Quinta dos Lombos (Campeã Distrital)
2011/2012 - Quinta dos Lombos (Campeã Distrital)
                  - Selecção Nacional A - II Torneio Internacional de Moscovo
                  - Selecção Nacional Universitária - 13º Campeonato do Mundo               Universitário - Braga
2012/2013 - Quinta dos Lombos (Campeã Nacional)
2013/2014 - Quinta dos Lombos

Nos Lombos desde: 2008/2009

Número de internacionalizações: 3 pela Seleção A




Posto específico: Fixo

Como é que começaste a praticar futsal? Comecei aos 9 anos, no clube do bairro. Tive a sorte de existir um ringue de cimento muito perto de casa e quando formaram equipa feminina de futebol de salão eu entrei, apesar de ser muito pequena ainda para jogar com as crescidas.

No início da prática federada, qual foi o apoio mais importante? E qual foi o apoio que mais falta sentiste?
O apoio mais importante foi o dos meus pais, pois ainda tinha 12/13 anos. Lembro-me que nessa época precisei de fazer os exames físicos para subir de escalão, aos quais não passei! Mas joguei na mesma! Na altura não pensei nisto mas hoje gostaria de ter competido nos escalões adequados e ter indo evoluindo dessa forma. Mas na altura era tudo muito simples e a única falta que senti foi provavelmente de um equipamento que não me chegasse aos pés e aos pulsos.




Estás nos Lombos há seis anos. O que é que significa ser "Lombita"?
É muito bom pertencer aos Lombos. Há toda uma estrutura que nos apoia e trabalha para que as 4 equipas femininas de futsal tenham as melhores condições. Somos uma grande família e é um privilégio.

Quais são as condições fundamentais para atingires os teus objectivos pessoais e/ou colectivos?
Primeiro, é importante definir o objectivo. A nível colectivo, ele terá de ser o mesmo para todas/os. Se assim for, cria-se uma sinergia muito grande, onde “o todo é maior que a soma das partes”. Penso que a partir daqui as probabilidades para o atingirmos aumentam bastante e cabe-nos a nós, treino após treino, trabalhar o resto. Portanto, condições? Cabeça, corpo e “coração” a trabalhar em conjunto.

O que é que levou o CRCQL a conquistar a Taça Nacional Feminina de Futsal em 2012-2013?
Tudo o que referi na resposta anterior. E penso que esse título ainda me deu mais certezas disso. 




Que análise fazes à prestação da equipa sénior A esta época?
O campeonato está muito competitivo e todos temos visto a grande evolução da maioria das equipas. Para nós está a ser uma época com mais percalços e azares do que se previa. Apesar do plantel se manter practicamente o mesmo (saída da Joana Meira + entrada Inês Salvador e Catarina Neves), não temos tido a consistência a que nos habituámos nos últimos anos. No entanto estamos a consolidar alguns novos processos e tudo isso é em prol da evolução da equipa. Tem faltado reverter tudo isto em golos!
Temos bem definido o nosso objectivo.

Qual é o sentimento de ser convocada à selecção nacional A e depois não poder dar o contributo?
Foi principalmente uma grande desilusão. Estava muito motivada e quando a convocatória saiu, fui para o treino com um sorriso de orelha a orelha. Lesionei-me no final desse mesmo treino e apesar de não saber ao certo a gravidade da lesão, foi aí que senti o que tinha acabado de perder. Todo o processo que se seguiu recuperação/lesão/recuperação/lesão já não me permitiu sonhar muito com o Mundial e apesar de ter sido convocada, sabia que as limitações seriam impeditivas.



Qual é o sentimento ao saberes que tens de ser operada e que tens uma longa recuperação pela frente?
Após 3 meses de paragem, já estou mentalizada. Estou motivada para resolver o problema e ficar a 100%. Custa assistir aos treinos, custa assistir aos jogos e custa não poder ajudar a equipa em campo, mas tento faze-lo de outra forma. A “longa recuperação” será sempre a subir, que é o que importa.

Tens alguma mensagem que queiras dar às tuas colegas?
Que se mantenham focadas e empenhadas. O trabalho traz frutos, mesmo que não no imediato.

Que opinião tens sobre a 1ª fase do Campeonato Nacional Feminino de Futsal e que perspectivas tens para a fase final?
Apesar de exigir muitos esforços da parte dos clubes e das jogadoras, este novo Campeonato Nacional está muito competitivo e no geral as equipas têm vindo a superar-se e a surpreender. Acho que é cedo para fazer prognósticos da fase final. Mas espero lá estar!

FORÇA RITA! TU MERECES VOLTAR E LUTAR POR TUDO A QUE TENS DIREITO PELO QUE ÉS E PELO TALENTO QUE TENS!


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ENTREVISTA À MARIA JOÃO CARDOSO JACINTO - CAPITÃ DAS SENIORES B



Pelo seu exemplo e dedicação e, nas vésperas da sua partida para ERASMUS, esta é uma entrevista que se impunha.
Conheça melhor a Maria João Cardoso Jacinto, capitã das Seniores B.


Identificação


Nome completo: Maria João Cardoso Jacinto
Idade: 22
Naturalidade: Parede, Cascais
Clubes representados (no Futsal): CRCQL
Títulos conquistados: Campeã 3ª Divisão Distrital de Lisboa 2008-09; Campeã 2ª Divisão Distrital de Lisboa 2009-10 e 2010-11
Posto específico: Ala


Entrevista


Lembras-te do primeiro contacto que tiveste com o Futsal Feminino?
Foi durante a escola básica pela equipa de desporto escolar. Como gostava de jogar com os meus amigos nos intervalos e nos torneios inter-turmas, o professor responsável pela equipa disse-me para aparecer. Só tínhamos um treino por semana mas jogávamos ao fim-de-semana contra equipas de outras escolas.
Foi uma fase importante porque fez-me aperceber da qualidade que outras raparigas tinham e de algumas noções técnicas e tácticas. A existência de competitividade motivou-me também a querer evoluir e trabalhar para alcançar os objectivos.


Como é que te tornaste jogadora do CRCQL?
Enquanto jogava na equipa da escola, fui ao 1º Torneio VEM JOGAR FUTSAL SUB-16 (2002) do CRCQL e chamou-me logo a atenção por ser um clube próximo de casa e com uma equipa para raparigas da minha idade.
Mais tarde, uma amiga (Mariana Reis) desafiou-me a ir fazer um treino no início da época 2005-2006 e a equipa técnica decidiu dar-me o benefício da dúvida! =P


O que é o Futsal para ti?
É uma forma de ser e de estar. É fazer parte de uma outra família que também puxa por nós quando estamos menos bem e nos felicita quando as coisas correm como queremos. É uma “terapia” pessoal que faz com que esqueça os problemas, nem que seja por algumas horas. É abdicar de jantares, saídas ou tempo com a família por treinos e jogos para ser melhor jogadora, para lutar por títulos e objectivos e ter muito orgulho nisso.


Como tens conseguido conciliar os estudos com a prática desportiva?
Acredito que há tempo para tudo... Só há que aprender a conciliar! Tento dar o meu melhor e ser responsável nos tempos que reservo para cada tarefa (aulas, estudo, treinos) de forma a ser o mais eficiente possível!


Quais são os teus objectivos pessoais Futsalísticos e Profissionais?
A nível profissional, gostava de fazer uma tese de mestrado forte e consistente e começar a trabalhar nas áreas que mais gosto (investigação em engenharia genética e células estaminais). A partir dai, e consoante as condições que tiver, fazer o doutoramento.
No Futsal, gostava de continuar a fazer parte da equipa B e continuar a evoluir como nos últimos anos. Ajudar a equipa B a continuar a crescer e a jogar cada vez melhor…se isso implicar ganhar mais títulos, tanto melhor!=)


Vais agora fazer uma mudança na tua vida. Quais são as tuas expectativas?
Espero que seja uma aposta para o futuro e que enriqueça as minhas expectativas de emprego. Espero aprender muito e estabelecer muitos contactos de colegas para o futuro.


Queres deixar uma mensagem para as Lombitas?
Dêem o vosso melhor em cada treino e jogo! Ao ajudarem a vossa equipa a ser melhor, vocês também se tornam melhores jogadoras e pessoas e isso vai fazer-vos mais felizes! Aproveitem a oportunidade de jogarem no clube em que estão porque isso torna-vos especiais! Temos a imensa sorte de ter excelentes equipas técnicas que nos apoiam e acreditam em nós, mesmo quando as coisas não correm como se desejaria. E divirtam-se a jogar porque, no fundo, é para isso que estamos aqui!


GOSTOS PESSOAIS
Um filme: Os Condenados de Shawshank
Um livro: Next, de Michael Crichton
Um Desporto (para além do futsal): Ténis
Clube: Sport Lisboa e Benfica
Bebida Preferida: Ice Tea de limão
Um animal: Gato
Uma Viagem de sonho: Berlim


O QUE REPRESENTA PARA TI: (numa palavra)
O Futsal: Vida
Os Amigos: Essencial
A Mãe: Amor
O Pai: Responsabilidade
A Guerra: Desilusão
A Droga: Inconsciência
A Sida: Preocupação
A Morte: Inevitável

Obrigada Maria João. Esperamos que concretizes os teus sonhos. Obrigada pelo teu exemplo e entrega. Até já!

http://crcqlfutsalfeminino.blogspot.com/  dia 10 de Fevereiro de 2012.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

ORLANDO DUARTE EM DISCURSO DIRECTO!


RECORD – Ainda há muitos passos que o futsal tem de dar para se impor definitivamente?ORLANDO DUARTE – Há uma coisa importante. Os clubes deixaram de olhar para o umbigo deles e começaram a olhar para o futuro imediato. Reuniram-se todos e a intenção é muito boa. Espero que vão em frente e lutem por esta modalidade. Há outra coisa: quando havia uma federação internacional, foi mais ou menos desativada pela FIFA. Aglutinou-se o futsal mas não foi para o desenvolvimento do futsal. Foi mais para o controlar. Não se percebe, por exemplo, como é que a UEFA organizou um Europeu de sub-21 há 3 anos e agora não se sabe quando e sequer se vai haver próximo. Não há competições para jovens nem para equipas femininas.

RECORD – Acha que isso é uma estratégia da FIFA e da UEFA?
ORLANDO DUARTE – A intenção é a de controlar o crescimento do futsal. Assumindo que não queriam que se desenvolvesse muito. Todos os anos na confederação sul-americana há um campeonato feminino e outro de sub-20. Na Ásia a mesma coisa. Só na Europa e em África é que não existe nada. E em África percebe-se, pela enorme desorganização. Na Europa, que é a confederação melhor organizada, não se percebe. E a FIFA também não se preocupa com nada disto.

RECORD - O que se espera que os clubes façam com estas reuniões?
ORLANDO DUARTE - Espero que marquem posição em relação ao que todos nós queremos, que é traçar uma estratégia futura para a modalidade. Por exemplo: é importante que haja gente que se ocupe com o futsal na FPF. Há lá pessoas que trabalham para o futebol, desalmadamente, mas também para o futsal, e o caminho não pode ser esse. Tem de haver uma estrutura só para o futsal, e foi por isso que lutei durante todos estes anos.

RECORD – É hoje impossível ignorar que o futsal está num plano invejável. Acha que há um medo qualquer da FIFA e da UEFA em relação à modalidade?ORLANDO DUARTE – É fácil perceber. No desporto escolar é de longe a modalidade mais praticada. As outras modalidades juntas não chegam ao futsal. Isto parece-me mais uma questão geracional. Há pessoas mais antigas que se calhar pensam que isto vai tirar gente ao futebol. Mas não é esse o problema. Temos muitos jovens que não saem de casa e do quarto e ficam agarrados às play stations. Saiam de casa, pratiquem futsal, futebol ou outra coisa qualquer! Só que há pessoas que não entendem bem isto, porque o futsal não vem tirar espaço ao futebol. Vamos dar condições àqueles que não fazem nada, ao contrário de nós, que jogávamos na rua. Tudo isso quase desapareceu. Essa atividade é o que os miúdos hoje não têm. Nas escolas o que é que temos? Só conheço duas que têm campos de futebol. As outras milhares tem campos de futsal. O desporto escolar é futsal, não é futebol. Depois, é tudo uma questão de saber canalizar para uma modalidade ou a outra. Isso é com eles, ou com os pais ou os professores. Eu joguei futebol, fui internacional, vejo alguns jogos, principalmente do Barcelona; mas também adoro futsal e reparo que ninguém retira espaço a ninguém. Só que tudo isso começa na FIFA. Enquanto estiverem lá esses cacos velhos, seremos sempre o parente pobre do futebol.

RECORD – Sente que a modalidade está preparada para travar esse combate?
ORLANDO DUARTE - Claro que está. Isto é uma bola de neve. Cada vez os jornais têm de dar mais espaço ao futsal, porque as pessoas gostam. No jogo de Oliveira de Azeméis, na final da Taça, havia 4 mil lugares no pavilhão, mas se calhar eram muito mais os interessados em ver o jogo. Houve jogos de futsal no Pavilhão Atlântico com 10 mil pessoas. E depois, sem querer com isso fazer comparações, vemos jogos de futebol com 500 pessoas na liga principal. No fundo, há que ver o que as pessoas gostam e ir ao encontro delas.

Fonte: Record

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ENTREVISTA A IMRAN CUNHA - TREINADOR DAS SENIORES A DO CRCQL


Poucas pessoas ligadas ao Futsal no feminino conhecerão o Imran. Esta entrevista visa dar a conhecer um pouco, o treinador que aceitou o desafio de pegar no leme na equipa sénior A das Lombitas.

Nome: João (Imran Miguel Alves Cunha)

Data de Nascimento: 14 de Abril de 1976

Clubes que Treinou: Odivelas FC; Clube Académico de Odivelas; A.C Odivelas; Estrela da Amadora; SL Benfica; AM Portela; GD Ismailitas

Curriculum como Treinador


Formação (Juniores) : Odivelas FC ; CAO; AC Odivelas; E.Amadora e Benfica
Seniores : AM Portela ; Odivelas FC e GD Ismailitas
Selecções de Lisboa : Sub 17, Sub 18, Sub19
Selecção Nacional Angolana de Futsal

Títulos significativos

- Duas vezes Campeão Nacional pela selecção de Lisboa – SUB 17
- Campeão serie B 2ªdivisão Nacional e subida de divisão (Odivelas FC)
- 3ºlugar Mundialito de Futsal 2008 pela selecção de Angola

Entrevista

Em que ano e circunstância decidiste ser treinador?

Eu e uns amigos apresentámos uma proposta à direcção do Odivelas FC, com vista a criar uma secção de futsal (futebol de 5 na altura). Éramos todos juniores.
A proposta foi aceite e como não conseguimos nenhum treinador, acabei por ficar eu.
A ilusão começou a tornar-se numa motivação e hoje é um gosto profundo.

O que é que te levou a aceitar o convite para treinar as Seniores A do CRCQL apesar de todos os convites que tinhas em carteira.

Acreditei e acredito que esta é uma experiência que me enriquecerá pessoalmente e desportivamente.
O Modo como me foi apresentado o projecto foi sem dúvida preponderante.

Herdar uma equipa que tinha mesma treinadora há mais de dez anos não é fácil. É decerto um grande desafio. As equipas femininas de futsal do CRCQL têm uma identidade. Nem todos aceitariam esta situação. O que é que pensas disto.


À primeira vista pode ser visto como um factor de pressão, mas, para mim é acima de tudo uma motivante missão.
É também uma facilidade e felicidade, aproveitar o excelente trabalho realizado pela Fernanda Piçarra, nesta equipa e na própria estrutura da secção/clube.


Aspectos positivos de treinar as raparigas?

Ainda não sei ao certo, isto porque:
- Só agora começou a competição;
- Treinar este grupo excepcional, afasta-me da noção generalizada do que é treinar raparigas.

O que é que achas que devem melhorar?

Como grupo não vejo onde podem melhor mais. Como jogadoras de futsal, poderiam aprofundar o interesse pela modalidade.

O CRCQL na pré-época jogou com três equipas campeãs distritais e três equipas com menos capacidade competitiva. Achas que o facto de termos um campeonato nacional competitivo poderia atrair mais treinadores/as de qualidade?

Sim, sem dúvida.
Acredito que qualquer modalidade evolui pelo desenvolvimento de duas vertentes :-espectacularidade e competitividade. Naturalmente que essa evolução atrai mais atenções e intenções.

Foi importante para ti ganhar a Supertaça? Quais são as tuas expectativas em relação à época e à evolução da equipa.

Foi claramente importante.
Foi muito importante presenciar a recompensa de todo o esforço de todas as jogadoras.
As minhas expectativas são sermos campeões num campeonato que espero muito competitivo.
A expectativa de evolução transcende os meus conhecimentos – é assim que confio que seja.



Há alguma mensagem importante que queiras dar?

“Não há nada mais importante que lutar para ganhar”


UM POUCO DE TI

Um filme: Sete vidas
Um livro: “O Profeta” – Khalil Gibran
Uma Cidade: Goiania
Um Hobby: Estar com os amigos
Um Desporto (para além do futsal): …futsal….
Prato Preferido: Chicken tikka massala (prato Indiano)
Um animal: Cão
Um carro: Chrysler Crossfire
Uma cor: Azul
Uma Viagem de sonho: Maldivas
Uma Recordação: Nascimento do meu filho
Um Objecto: Telemóvel
Uma Pessoa: A minha mulher


O QUE REPRESENTA PARA TI: (numa palavra)


O Futsal: Motivação
Os Amigos: Família
A Família: Amigos
Fome: Egoísmo
Injustiça: Quotidiano
O Futuro: Complexo
Férias: Dormir
Uma Causa: Dar
O Mar: Calmo
A Religião: Islam


Entrevista realizada no dia 29 de Setembro de 2010 – CRC Quinta dos Lombos Futsal Feminino

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ENTREVISTA DE MARISA ROQUE A FERNANDA PIÇARRA - PARTE 1



Havia muito para perguntar à Coordenadora do Futsal Feminino do Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos, nesta entrevista que surgiu de uma necessidade de mostrar que há pessoas que se preocupam de facto com o evoluir do Futsal em Portugal, sobretudo do Futsal no Feminino, e que perante isso merecem ter voz e ser escutadas com a nossa mais cortês atenção. Fernanda Piçarra, a “senhora”, como muitas de nós jogadoras gostamos de chamar, é uma delas. E é por ser uma lutadora e assertiva treinadora, ainda num meio muito marcado por uma forte e às vezes maquilhada discriminação, que teve pois, o justo merecimento de ser a minha primeira entrevistada, à qual não posso deixar de agradecer.



Esta foi uma primeira entrevista, encontram-se em fase de preparação as próximas, com outras individualidades do Futsal e do CRCQL, por isso pedimos desculpa por algo que possa ter corrido menos bem nesta inicial, contudo esperamos que seja do vosso agrado.

Entrevista elaborada por Marisa Roque (Outubro de 2009)

sábado, 26 de setembro de 2009

ENTREVISTA A VERA BETTENCOURT - SELECCIONADORA DE FUTSAL FEMININO SUB-19 DA AFL



Numa altura em que estamos próximos do primeiro treino da Selecção Distrital Feminina AFL Sub19 e, tendo já saído a primeira convocatória, penso que será importante saber quais os objectivos da nova equipa Técnica Distrital constituída por Vera Bettencourt e o Prof. Francisco Megre.


FP- Porquê o retorno? Qual a principal motivação?
VB- Tal como no passado, o convite é um desafio. Partilhar o meu saber e experiência adquirida.

FP- Quais foram os critérios para a feitura da primeira convocatória? Quais as dificuldades com que se depararam e como as conseguiram ultrapassar.
VB- O Trabalho que é feito nas selecções é um trabalho de continuidade. Como são treinos de triagem tivemos o cuidado de chamar atletas já referenciadas e atletas nascidas em 91 e 92. Nesta fase, estamos um pouco limitados devido ao facto de só podermos convocar as atletas já inscritas na A.F. Lisboa e de apenas 20% das equipas o terem feito, o que dificultou a nossa escolha.

FP- Qual vai ser o calendário de treinos e de competições?
VB - A selecção sub-19 Feminina vai realizar 1 treino em Setembro e 3 Treinos em Outubro antes de participarmos no Torneio Protocolar realizado pela A.F. Santarém que esta agendado para dia 31 de Outubro. Os jogos serão apenas da parte da manhã. Este torneio existe no sentido de prepararmos a selecção para a Fase Zonal e Fase Final. Em Novembro, teremos ter 3 treinos e ainda um jogo de treino com uma equipa da 1ª divisão.
A Fase zonal será nos dias 27,28 e 29 de Novembro em Castelo Branco. Em Dezembro teremos a Fase Final a 18,19 e 20.

FP- Existe ou vai existir um modelo de jogo?
VB - Existe um modelo de jogo que, como todos nós sabemos, tem que ser melhorado. Um dos nossos objectivos é fazer com que este modelo de jogo evolua no sentido da qualidade com jogadas pré-definidas, cantos e livres, dando liberdade na hora de decisão à atleta. Queremos que todas elas aprendam algo mais para além do que já sabiam antes. Fazer parte de uma selecção, tem que ser sempre uma experiência enriquecedora.

FP- Que características deve ter uma jogadora para ser seleccionável? Qual vai ser o plano de observação de jogadoras tendo em conta que as competições de selecções este ano começam mais cedo.
VB- Para nós a qualidade técnica e táctica pesa bastante na nossa escolha, não esquecendo a atitude e o saber estar.
Devido ao facto das competições terem começado mais cedo e os campeonatos só terem inicio em Outubro e Novembro, baseámos as nossas observações em Torneios e jogos de treino onde estivemos presentes.
Depois das competições oficiais se iniciarem a presença será assídua nos jogos, e serão estabelecidos contactos com treinadores no sentido de melhorar o relacionamento entre os clubes e a selecção, pois só trabalhando em conjunto conseguiremos evoluir.

FP- Existe alguma mensagem que queiram deixar para as pessoas ligadas à formação no Futsal Feminino?
VB- Em qualquer modalidade, e o futsal não é excepção, a formação é o caminho do sucesso.
É necessário trabalhar muito, e evoluirmos como treinadores, para que a qualidade das atletas seja uma realidade.

ENTREVISTA EFECTUADA POR FERNANDA PIÇARRA NO DIA 25 DE SETEMBRO DE 2009

Votos de Bom Trabalho e que Tragam mais Um Caneco para Lisboa :)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

ENTREVISTA DE COSTA PEREIRA PRESIDENTE DA AF VILA REAL AO RCA DESPORTO

..."RCA: Agora em relação ao futsal, mais concretamente na vertente feminina, considera que deveria haver um campeonato nacional para esta modalidade?

Costa Pereira: Já há muito tempo que deveria haver um campeonato nacional de Futsal Feminino. Por exemplo, para a AD Flaviense, não é motivador competir no distrital, são campeões há vários anos, e deveriam participar noutro tipo de campeonatos, porque muitos dos nossos pavilhões não possuem as condições que eles merecem. Alguns dirigentes e jogadores exigem outros requisitos para esta modalidade, mas temos que reconhecer que muitos campos não têm sequer um cronómetro, e a culpa não é da associação, mas se querem apresentar propostas, então que se apresentem nas reuniões gerais, coisa que muitos não fazem..."

Fonte: RCA Desporto. Ler AQUI a entrevista na íntegra.

sábado, 21 de março de 2009

ENTREVISTA A RITA PINTO - CAPITÃ DAS SENIORES B

  • Nome completo: Maria Rita da Silva Alexandre Pinto
Idade: 19
  • Naturalidade: Lisboa
  • Clubes representados (no Futsal): CRCQL
Posto específico: Universal

  • Habilitações Literárias: a frequentar o 2º ano da licenciatura de Ciências do Desporto

Lembraste do primeiro contacto que tiveste com o Futsal Feminino?
Bem, o primeiro contacto a sério foi mesmo quando entrei para os Lombos. Antes disso jogava maioritariamente com rapazes. Jogava com o meu irmão e também jogava com amigos meus nos intervalos da escola. Por isso primeiro contacto foi quando decidi ir para uma equipa feminina há 4 anos atrás.

Como é que te tornaste jogadora do CRCQL? Que Significado tem para ti ser jogadora do CRCQL.
Eu sempre gostei de praticar desporto, pratiquei muitos tipos de desportos. No entanto, desisti de jogar ténis e não consegui ficar mais de um ano ”sem fazer nada”. Sempre gostei de jogar à bola e, então decidi procurar um clube que tivesse o meu escalão, que na altura era júnior e, que fosse relativamente perto de minha casa. E assim foi, com esta nova tecnologia chamada internet, comecei a procurar clubes que ficassem perto de minha casa. Descobri que os Lombos ficavam relativamente perto de minha casa e então decidi ligar para o número de telefone que lá estava. E assim foi, comecei a ir aos treinos… e aqui estou há 4 anos!
Ser jogadora dos lombos é um orgulho muito grande. Fui muito bem aceite, tanto pelas jogadoras, como pelo clube em si (desde treinadores a dirigentes).

O que é que significa para ti ser Capitã de Equipa?
Tem um significado muito especial. Fiquei, por um lado espantada e, por outro feliz, pelo facto de ter sido eleita capitã de equipa. Fiquei espantada, porque nunca tinha pensado em desempenhar tal função numa equipa, feliz pelo facto de mais de metade da equipa me ter eleito. Significou muito para mim saber que a maior parte da equipa depositou confiança em mim para desempenhar este papel, tão importante numa equipa, que ainda por cima era nova, apesar de a maioria das jogadoras se conhecerem.

Foi difícil passar da Equipa A para a Equipa B? Vantagens e Desvantagens
Acho que o termo “difícil” não foi o que senti quando passei da equipa A para a equipa B. Fiquei bastante contente por ter havido possibilidade de haver formação de uma segunda equipa, onde as jogadoras menos utilizadas na equipa A e, as jogadoras juniores que subiram, pudessem continuar a jogar. Por isso, diria mais que foi uma óptima oportunidade que nós, jogadoras da equipa B,tentámos agarrar. Penso que até à data temos conseguido agarrá-la! Também diria que a palavra desvantagem não existe, tanto a jogar pela equipa A, como pela equipa B. No entanto, vantagens há muitas em jogar tanto numa equipa como noutra.
O ritmo de jogo, os objectivos pretendidos, a exigência são alguns factores que diferem de uma equipa para outra.

No próximo Jogo, contra o Vila Saloia, as actuais segundas Classificadas, podem tornar-se Campeãs Distritais da 3ª Divisão. O que é que significa isso para vós?
Para nós significa muito. Visto que é o primeiro ano em que foi formada esta equipa, e nesse mesmo ano cumprimos o objectivo principal: a subida à 2ª divisão. O facto de subirmos à 2ª divisão é muito bom, ser campeãs é algo para lá do óptimo para nós! Vai ser um jogo complicado, pois o Vila Saloia é o actual segundo classificado que tem vindo a lutar e ganho jogos, apesar no fim de semana passado ter perdido. Espero que seja sobretudo um bom jogo e que o pavilhão esteja com mais publico do que costuma ter normalmente, pois vamos precisar de todo o apoio para ganharmos a esta equipa!

Se pudesses mudar alguma coisa no Futsal o que é que mudarias?
Há tanta coisa para mudar e melhorar no Futsal, especialmente no feminino! Bem, mas aquilo que falta bastante é a formação. Estou a referir-me aos escalões de formação que deviam existir mais em todo o país e, ao mesmo tempo, o incentivo à prática da modalidade. Destacando o facto de não haver selecção Nacional Feminina, só tenho uma palavra para caracterizar esta situação: ridícula. Os métodos de apuramento para os campeonatos Nacionais Femininos também são um pouco (para não dizer muito!) incompreensiveis! Enfim!

Tens alguma jogadora de Futsal que seja referência para ti? E Jogador?
Não. Talvez o Ricardinho…

Como tens conseguido conciliar os estudos com a prática desportiva? Quais são os teus objectivos pessoais Futsalisticos e Profissionais?
Até ao momento tenho conseguido conciliar as duas coisas. Treinando duas vezes por semana, mais um jogo ao fim de semana, tem sido fácil a sua gestão. Ao longo destes anos de prática de futsal evoluí ,tanto como jogadora, como pessoa. Esta época um dos objectivos foi conseguido, a passagem à 2ª divisão, como jogadora posso dizer que estou em constante aprendizagem. Com os meus erros vou aprendendo a ser cada vez melhor.
Objectivos profissionais? Pergunta difícil! Bem, depois de concluir a licenciatura, vou fazer o mestrado relacionado com desporto e saúde. Ainda tenho que pensar em que área específica quero seguir, mas reabilitação cardíaca é uma possibilidade… quem sabe!

GOSTOS PESSOAIS
Um filme: quem quer ser bilionário
Um livro: Código Da Vinci
Uma Música: Nice time - pepper
Um Cantor/Grupo Musical: the hush sound
Um Local: vilamoura
Um Desporto (para além do futsal): talvez o ténis
Clube: para além dos Lombos, SPORTING!
Bebida Preferida: sumo natural de abacaxi
Prato Preferido: sushiii!
Um animal: pinguim
Uma Viagem de sonho: hum… há tanto sítio…. Japão talvez.
Uma Frase: “impossible is nothing” e “Records are made to be broken”.

O QUE REPRESENTA PARA TI: (numa palavra)
O Futsal: paixão
Os Amigos: essenciais
A Mãe: especial
O Pai: especial
A Guerra: tristeza
A Droga: vício
A Sida: submundo
A Morte: inevitável

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

GRANDE ENTREVISTA DE ORLANDO DUARTE AO FUTSAL PORTUGAL

"... Como encarou o anuncio da FIFA sobre a possibilidade do futsal ser modalidade olímpica?
Todos encaramos isso com um entusiasmo muito grande. Seria um salto enorme para a modalidade em termos internacionais, sei que a FIFA não gostou dos problemas que o futebol criou nas últimas olimpíadas. Dizem que esse não é o espírito olímpico.

Vamos estar preparados para essa eventualidade? Por exemplo não temos selecção feminina.
Acredito que a nossa selecção feminina se fosse criada seria uma das melhores do mundo. As nossas atletas femininas têm uma qualidade excepcional, isso ficou provado no último mundial universitário. A visão da nossa Federação vai no sentido que enquanto não houver provas internacionais não se justifica uma selecção feminina, esperamos que a UEFA avence e que a FIFA avance..."


CLIQUE AQUI PARA LER A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA!

sábado, 6 de setembro de 2008

ENTREVISTA A MARIA MARTINS


Nome: Maria Morais Martins

Idade: 22 anos
Habilitações Literárias: Licenciada em Economia e Frequencia do 2ºano do curso de Ciências do Desporto
Naturalidade: Lisboa
Clubes Representados: Grupo Desportivo Operário
Títulos conquistados/ Distinções Individuais: Campeã da 3ª Divisão distrital – 2003/2004
Vice-campeã da taça da Associação de Futebol de Lisboa – 2004/2005
Como é que começaste a jogar futsal?
Através de uma amiga que me levou a treinar ao Operário.

O que é que te motivou para vires jogar para o CRCQL? Quais são as tuas expectativas?
O facto da CRCQL ser um clube com mais profissionalismo e com maior ambição que o meu antigo clube.

Qual é a sensação de estar na Selecção Universitária e de participar na primeira prova Mundial ao Nível de Selecções Femininas?
É uma oportunidade única e é com maior orgulho e dedicação que represento Portugal neste Mundial. Quero acreditar que a nossa participação sirva de alguma forma para alertar as entidades competentes para a necessidade de criar uma selecção A de futsal feminino.

Tens algum jogador masculino ou alguma jogadora de futsal feminino como referência?
Não.

Queres deixar alguma mensagem para as pessoas ligadas ao Futsal Feminino?
O Futsal Feminino em Portugal precisa de evoluir e para isso é necessário que as pessoas ligadas ao Futsal sejam mais competentes, apostando em projectos que possam divulgar e desenvolver o futsal. Apostar na formação é uma solução e, tanto as jogadoras como os dirigentes, têm de encarar o futsal com mais profissionalismo, organização e rigor.


GOSTOS PESSOAIS:

Um filme: Matrix

Um livro: Um momento Inesquecível

Um Desporto (para além do futsal): Ténis

Clube: S. L. Benfica

Bebida preferida: Sumo de abacaxi

Prato Preferido: Empadão de atum

Um animal: Cão

Uma viagem de sonho: um ano viajar pelo mundo


O QUE REPRESENTA PARA TI:

O Futsal: Uma necessidade

Os Amigos: Confidentes

A Mãe: A minha protectora

O Pai: O meu protector

A Guerra: Um vírus

A Droga: Um vício tenebroso

A Sida: Uma doença que é possível evitar

A Morte: Assustadora, mas inevitável
FORÇA MARIA, FORÇA PORTUGAL!
Entrevista feita por Fernanda Piçarra, 6-9-2008